O Facebook tem investido durante o último ano em tecnologia e pessoas de forma a antecipar-se a eventuais tentativas de interferência nas próximas eleições legislativas nos Estados Unidos, marcadas para o dia 5 de novembro. Ainda no início do mês, a empresa de Mark Zuckerberg havia contratado mais de 10 mil pessoas para a área da segurança, construindo mesmo um quartel-general físico, a chamada “sala de guerra”.

A rede social apresentou agora medidas adicionais de segurança, nomeadamente novas ferramentas para os candidatos e staff associado que possam ser alvos particulares de hackers e adversários externos. O Facebook afirma que o programa-piloto é uma adição às medidas de segurança já existentes e procedimentos, que serão depois utilizadas e melhoradas em próximas eleições, não só nos Estados Unidos, como no resto do mundo.

No seu blog, a rede social explica que devido à curta-duração das campanhas, nem sempre é possível detetar quais os grupos políticos as pessoas pertencem, o que torna difícil protegê-las. Os gestores das páginas das campanhas, os candidatos e representantes dos partidos podem aumentar a segurança neste endereço, o que depois possibilita designar outros membros da campanha. Entre as funcionalidades, encontra-se um autenticador de dois passos e a monitorização para potenciais ataques de hacking.

Em caso de ataques, o sistema permite ao Facebook detetá-los rapidamente e abrir canais para reportar os eventos maliciosos. A rede social poderá ainda analisar os ataques e proteger as contas associadas à campanha.

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