O FBI estima que existam mais de um milhão de computadores ligados a redes Bot controladas por hackers para envio de spam, captura de informação pessoal e ataques online. O organismo norte americano confirmou ontem ter desligado nos últimos dias algumas das redes operadas por hackers a partir dos Estados Unidos mas admite que não pode identificar todos os computadores ameaçados, avisando os utilizadores para estarem atentos.

No âmbito da operação "Bot Roast" o Departamento de Justiça e o FBI desenvolveram uma série de investigações que permitiram a identificação de mais de um milhão de endereços IP de presumíveis victimas. O trabalho foi desenvolvido com parceiros da indústria, incluindo o centro de coordenação do CERT ma Universidade de Carnegie Mellon, que deverá encarregar-se de notificar os proprietários dos computadores infectados.

Entretanto o FBI conseguiu desligar uma série de redes controladas por hakers norte-americanos e até à data foram acusados três indivíduos em Chicago, Detroit e Seattle. Todos eles controlavam milhares de computadores que usavam para lançar ataques e enviar mensagens de spam.

Os responsáveis do FBI avisam porém que os danos causados por redes botnet podem ser mais prejudiciais do que a utilização de recursos em mensagens não solicitadas, alastrando-se ao roubo de informação, manipulação de compras de bolsa e esquemas de fraude por clicks.

"A maioria das pessoas não têm conhecimento de que os seus computadores estão comprometidos e que a sua informação pessoal está a ser explorada", afirma James Finch, Assistant Director da Divisão de Cibercrime do FBI, em comunicado. "Os cidadãos devem proteger-se de botnets e dos esquemas associados praticando hábitos de segurança nos seus computadores e reduzindo o risco de que estes sejam comprometidos".

Notícias Relacionadas:

2007-01-30 - Bots foram a segunda ameaça mais detectada durante 2006

Newsletter

Receba o melhor do SAPO Tek. Diariamente. No seu email.

Notificações

Subscreva as notificações SAPO Tek e receba a informações de tecnologia.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.