Segundo declarações de Margrethe Vestager, a Comissão Europeia vai abrir uma investigação à ferramenta de procura de emprego integrada no Google Careers, avança a Reuters. A decisão surge depois de 23 concorrentes da plataforma da gigante da tecnologia terem enviado uma carta à comissária europeia da concorrência pedindo não só que as ações desleais da empresa fossem analisadas, mas também que fossem suspensas durante o processo de inquérito.

Lançada em 2017, a ferramenta “Jobs” permite agrupar anúncios de trabalho, de diversos empregadores, numa só plataforma, permitindo que os candidatos filtrem, salvem e recebam alertas sobre possíveis oportunidades. Contudo, a Alphabet Inc, a empresa-mãe da Google, estaria a dar prioridade ao serviço relativamente aos restantes, colocando-o no topo dos resultados de pesquisa por vagas de emprego na vasta maioria do mundo.

De acordo com as empresas concorrentes, a Google está a tirar partido do seu domínio para atrair candidatos para o seu serviço especializado, sem fazer o mesmo nível de investimento em marketing por elas realizado, fazendo, assim, com que perdessem lucros e utilizadores.

Depois de ter anunciado três avultadas multas à gigante da tecnologia ao longo do seu mandato, tendo o mais recente caso sucedido em março deste ano, Margrethe Vestager expressou a sua preocupação acerca da possibilidade da Google estar a desrespeitar a lei da concorrência, questionando se seria, de facto, justo que empresas à sua semelhança tivessem “tanto controlo sobre o sucesso ou fracasso” das suas concorrentes, indica a Reuters.

Mesmo depois de terem sido realizadas, pela empresa da Alphabet Inc, alterações à ferramenta de procura de emprego no território europeu, a investigação continuará, até após a saída de Margrethe Vestager do seu cargo a 31 de outubro deste ano.

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