Tecnologia, finanças e saúde são as áreas das empresas mais afetadas por ciberataques, mas são as dos setores de retalho, telecomunicações e indústria que têm as passwords mais fracas. A conclusão consta de uma análise de uma empresa de cibersegurança suíça, a Immuniweb, às empresas da lista publicada pela revista Forbes, a Fortune Global 500.

Cerca de 21 milhões de credenciais: foi este o número de passwords que a empresa analisou, sendo que mais de 16 milhões delas foram de algum aforam comprometidas nos últimos 12 meses, explica a Immuniweb. O facto de 95% das credencias conterem senhas não criptografadas não ajudou certamente.

Não se mostrando surpreendida com estes resultados, a Immuniweb explica que as empresas que sofreram mais ataques nos últimos 12 meses foram as dos setores de tecnologia, finanças e saúde. No extremo oposto do top 10 estão as empresas de transporte e veículos, com as do espaço e defesa a serem as menos atacadas.

Análise Immuniweb à cibersegurança das empresas da Fortune Global 500 | 2019
Empresas que sofreram mais ataques nos últimos 12 meses

Quanto às passwords mais populares nas empresas tecnológicas, passw0rd foi a credencial mais utilizada, seguida de 1qaz2wsx, career121, abc123 e password1. Mas quais são as empresas do Fortune 500 com as passwords mais fracas? Em clara maioria, com 47,29%, estão as empresas de retalho e no top 3 estão ainda as de telecomunicações e da indústria.

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Quanto a números conclusivos, as áreas de tecnologia, finanças e energia são os setores com o maior volume de credenciais expostas em ataques de sites. E numa espécie de análise global do relatório a CEO e fundadora da Immuniweb fala em "números frustrantes e alarmantes". "Os hackers são inteligentes e pragmáticos e focam-se na forma mais rápida, barata e segura de obter as jóias da coroa".

Para combater este problema crescente a empresa deixa alguns conselhos. A aposta em credenciais mais seguras e duas formas de autenticação são alguns deles.

De forma a analisar as credenciais das empresas, a Immuniweb, que desenvolve tecnologias de cibersegurança de machine learning e inteligência articial para apps, verificou a precisão e a fiabilidade dos dados. Para isso, relacionou e cruzou os diferentes dados públicos das empresas, precisamente com a ajuda de machine learning.

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