A polémica em redor do serviço de recolha de imagens da Google parece não ter fim, à medida que diferentes países avançam com queixas e investigações. Agora é a vez da Espanha, que anunciou a abertura de um inquérito.

A Agência Espanhola de Protecção de Dados (AEPD)quer apurar se a empresa norte-americana violou a lei da protecção de dados e os direitos dos cidadãos ao registar e guardar, sem consentimento, informação sobre a localização de redes WiFi e dados de tráfego associados a estas redes.

O organismo espanhol decidiu investigar a Google depois de a gigante da Internet admitir recentemente que armazenou informação acerca de localização das redes de dados wireless (dados SSID, que podem coincidir com o nome do proprietário da rede) e endereços MAC (números que identificam o endereço fixo dos dispositivos router) em diferentes cidades do mundo.

A empresa reconheceu ainda que na preparação do lançamento do Street View foram também recolhidos, "por erro", dados de tráfego associados a estas redes sem fios. A AEPD quer agora que a Google apague os dados obtidos em território espanhol e armazenados pela gigante da Internet.

A agência requer também à Google que entre, outras questões, explique que tipo de dados foram recolhidos, as razões da recolha e armazenamento desses dados, assim como o número de cidades espanholas rastreadas até que o Street View estivesse no terreno.

Se de início as questões da privacidade se relacionavam com o registo efectivo de imagens, e com a possível identificação das pessoas retratadas, através dos rostos ou de elementos na foto, a polémica em redor do Street View sobe agora de tom com a descoberta da recolha dos dados Wi-Fi.

Além da Espanha, Alemanha, Itália e França estão a investigar a Google pelas mesmas razões.

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