A Google vai devolver os dados Wi-Fi privados recolhidos durante a passagem dos carros do Street View. A garantia foi dada pela gigante das buscas que tenta corrigir o polémico erro numa altura em que a lista de países queixosos soma mais um nome: a Austrália.

A polícia australiana diz estar a investigar a empresa norte-americana por uma possível violação das leis de privacidade das telecomunicações, depois de um grupo de utilizadores ter apresentado queixa contra o serviço.

Em causa está a recolha dos dados de localização de pontos de ligação sem fios à Internet à passagem dos carros do Street View. No caso das ligações desprotegidas, registavam-se também amostras da informação que circulava na rede.

Na altura, a Google admitiu tratar-se de um erro e comprometeu-se a rectificar o problema e apagar a informação registada indevidamente. Mais recentemente garantiu que irá entregar às autoridades competentes de cada país os dados recolhidos pelo serviço.

Não bastasse as questões iniciais relacionadas com a privacidade, ficou a saber-se graças a uma investigação alemã, que o Street View armazenou informação acerca de localização das redes de dados wireless (dados SSID, que podem coincidir com o nome do proprietário da rede) e endereços MAC (números que identificam o endereço fixo dos dispositivos router) em diferentes cidades do mundo.

Depois da Alemanha foram vários os países que reclamaram contra a recolha "acidental" de dados. Canadá e Austrália foram as adições mais recentes. Na Áustria os carros do Google Street View pararam, enquanto nos Estados Unidos foi aberta uma investigação.

Em Portugal a Comissão Nacional de Protecção de Dados ainda estava, há pouco tempo, à espera de resposta à recomendação feita à Google, na sequência de várias conversas com a empresa a propósito das falhas no sistema automático de desfocagem de rostos e matrículas aplicado no Google Street View.

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