São as raparigas com idades compreendidas entre os 10 e os 12 anos, de personalidade extrovertida e curiosa que mais riscos correm de ser aliciadas online por pedófilos. As conclusões são da International Crime Analysis Association (ICAA), uma organização não lucrativa com sede em Roma, Itália, e foram hoje apresentadas numa conferência de imprensa, em parceria com a Symantec.



A ICAA partiu dos dados recolhidos num estudo conduzido entre 2003/2004 para criar os modelos de personalidade, num total de cinco que vão desde a criança nada curiosa à absoluta disponibilidade, que depois testou na prática, nas salas de chat mais populares entre os italianos. "Com a nossa iniciativa pretendemos contribuir para consciencializar os pais, professores e educadores relativamente aos perigos que a Internet pode esconder para uma criança", referiu Roberta Bruzzone, criminologista e vice-presidente da ICAA durante a conferência de imprensa.



Da informação resultante do estudo conduzido entre 2003 e 2004 pela organização, e que contemplou 5.000 entrevistas a crianças com idades compreendidas entre os oito e os 13 anos de várias partes da Itália, concluiu-se que a maioria dos mais jovens utiliza regularmente salas de chat, grupos de discussão e outros serviços interactivos. Dos que o fazem, 13 por cento já manteve conversas de cariz sexual com adultos.



A questão torna-se mais problemática quando a informação indica que 22,6 por cento dos interpelados encarou de forma positiva a experiência - 15 por cento mostrou-se curioso e 7,6 chegou mesmo a sentir-se tentado pelas propostas.



A falta de informação e interesse por parte dos educadores é, segundo a responsável, um dos maiores problemas que a ICAA enfrenta nesta área, quando o estudo mostrou que 47 por cento dos adultos raramente supervisiona os menores durante as suas incursões pela Internet. Entre as crianças aliciadas, a maioria não reportou a situação aos seus educadores. "É importante ter um conhecimento básico daquilo que a Internet pode trazer às nossas vidas de modo a que esta seja um local mais seguro de visitar", rematou Roberta Bruzzone.



Nota de Redacção: [2005-11-15 18:25] O texto foi actualizado com mais informação.


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