Foi publicado um estudo no jornal Experimental Economics baseado numa experiência feita a alunos da Universidade Texas A&M em 2017, para registar os efeitos do Facebook na vida dos jovens, com o nome de “The Economic Effects of Facebook”. O teste consistiu em separar um grupo de estudantes sem qualquer contacto com a rede social e outro a fazer a utilização normal, durante um período de uma semana.

O estudo demonstra que os alunos que estiveram fora da rede social e que absorveram menos notícias e posts, revelaram um melhor bem-estar geral do que aqueles que permaneceram ativos. Tal como foi registado no Nieman Lab, o Facebook tem efeitos significantes em aspetos importantes da vida dos utilizadores nas suas atividades diárias, pela forma como as pessoas consomem as notícias e absorvem sentimentos de depressão.

A rede social tem um grande impacto nas rotinas dos utilizadores e isso notou-se no grupo que esteve ausente durante uma semana do Facebook. As pessoas foram comer fora menos vezes, fizeram menos compras por impulso e tornaram-se mais produtivos ao consumir menos notícias.

No entanto, o estudo realça a descoberta da redução do consumo de notícias como um dado notável. Os dados sugerem que as pessoas, fora do Facebook, não procuraram outros meios para obter o acesso a notícias. Ou seja, há uma grande dependência da rede social para o consumo de notícias, tornando os utilizadores vulneráveis à propagação de fake news.

A própria rede social tem noção da importância da plataforma na vida das pessoas, no que diz respeito ao consumo de notícias, e está a ultimar uma separação dos meios para uma tab à parte do feed geral. Também tem feito esforços para diminuir a propagação de fake news ou click bait, para além de parcerias com organizações de verificações de factos.

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