A luta entre a Google e os grupos que detêm meios de comunicação já dura há vários anos. Os media europeus têm reclamado por uma partilha das receitas que a tecnológica norte-americana consegue com a indexação dos seus conteúdos. O grupo alemão Axel Springer firmou um acordo neste sentido com a Google, mas o diretor executivo atacou a gigante norte-americana.
Mathias Dopfner revelou num artigo de opinião, citado pela BBC, que apenas fez o acordo com a Google por obrigação e por falta de alternativas. “Não conhecemos um motor de pesquisas alternativo para aumentar o nosso alcance online”.
O CEO da Google, Larry Page, também esteve na mira de Mathias Dopfner que disse que o líder da tecnológica “sonha com um lugar sem regras de privacidade e sem responsabilidade democrática”.
Sobre as declarações de Larry Page de que a Google desenvolver muito menos do que podia por causa das regras de privacidade, o líder alemão do grupo de media questionou sobre a possibilidade de a empresa de Mountain View estar a equacionar a criação de um super-estado com as suas próprias regras.
O poder da Google e de outras empresas como o Facebook, disse o empresário, é muito maior do que as pessoas pensam, equiparando-as apenas às capacidades dos vírus: “não há nada com tamanha velocidade, eficiência e agressividade que se espalha como estas plataformas tecnológicas”
O empresário alemão que é responsável por um grupo com mais de 200 jornais e revistas, fez ainda referência ao acordo conseguido entre a Google e a Comissão Europeia, dizendo que as alterações não vão ter os efeitos práticos pelos quais muitos reclamavam.
A opinião do executivo da Axel Springer surgiu como uma resposta a um outro artigo de opinião escrito pelo chairman da Google, Eric Schmidt. No final Mathias Dopfner deixou uma alerta em jeito de “maldiçao”, dizendo que na história da economia os monopólios acabam por não sobreviver durante muito tempo.
Em Portugal a voz mais crítica sobre a relação da Google com os media tem o rosto de Francisco Pinto Balsemão, líder do grupo Impresa e presidente do Conselho Europeu de Editores (EPC), que também criticou o princípio de acordo estabelecido entre a Google e a UE e indica a Apple como um exemplo a seguir.
Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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