Líderes de vários países do continente africano estão a propor às nações desenvolvidas que criem uma espécie de imposto na área da tecnologia que depois será utilizado para financiar o Fundo de Solidariedade Digital, um plano das Nações Unidas com vista a combater a chamada "divisão digital".
Num encontro em Genebra, o presidente argelino, Abdelaziz Bouteflika, defendeu que a diferença entre as nações ricas do norte e os países em vias de desenvolvimento do sul foi agravada pela divisão digital. "É por isso imperativo que sejam tomadas medidas a nível internacional", sublinhou.
A cidade suiça foi a primeira adoptar voluntariamente este imposto, passando a cobrar um por cento dos lucros realizados pelos fornecedores e fabricantes de tecnologia daquela localidade.
As Nações Unidas acreditam que um maior acesso às tecnologias da informação nos países menos desenvolvidos iria ajudar a erradicar a pobreza e a construir democracias estáveis. "A única forma de acabar com a divisão digital é equipar o Sul com dispositivos tecnológicos, como telefones, faxes, Internet, e assegurar formação para a utilização correcta dos mesmos", defende o presidente do Senegal Abdoulaye Wade.
O Fundo de Solidariedade Digital foi proposto em 2003 e acumulou até agora 6,72 milhões de dólares. Actualmente, 49 por cento da sua receita é destinada aos 49 países mais pobres do mundo, 30 por cento para países em vias de desenvolvimento e 10 por cento para projectos a conduzir nas nações desenvolvidas.
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