Uma petição para mudar o YouTube. A iniciativa partiu de um estudante de informática alemão que contesta algumas das limitações do serviço de partilha de vídeos da Google, e que entretanto já conseguiu reunir mais de um milhão de assinaturas.

Philip Matesanz, da Universidade de Hannover, quer que a gigante das pesquisas permita aos utilizadores da plataforma descarregarem para os seus computadores os vídeos carregados para o serviço.

"Porque é que os meus familiares e amigos não podem descarregar os vídeos que eu próprio carrego para o YouTube?", questiona o jovem.

"Durante décadas as pessoas puderam gravar emissões da televisão pública. Puderam gravar-se programas de rádio com um gravador de cassetes ou fazer cópias do nosso filme preferido com recurso a um videogravador. A todas estas técnicas se opuseram, nos primeiros anos, as grandes empresas de media, que não queriam que o público tivesse acesso a esse tipo de tecnologia", que classificaram como criminosa, na medida em que constituía um atentado aos seus negócios, escreve na petição colocada online.

Alguns anos depois, a história está prestes a repetir-se: a Google aliou-se à RIAA para apresentar o mesmo tipo de queixas contra todo o tipo de ferramentas destinadas à gravação de conteúdos online difundidos através do seu serviço de televisão do século 21: o YouTube, alega, afirmando que a empresa está a tomar medidas contra "quase todos os serviços que permitam criar uma cópia privada de um conteúdo público transmitido através do YouTube".

O jovem pede à empresa para quebrar o silêncio e participar num debate público com vista a encontrar uma solução que se adapte às necessidades dos utilizadores. Pede ainda ao ministro com a pasta da proteção dos consumidores na Alemanha que se reúna com a Google em nome dos direitos dos cidadãos à cópia privada. À comissária europeia Neelie Kroes (responsável pela Agenda Digital) é endereçado um pedido para que garanta que os consumidores têm relativamente às transmissões online os mesmos direitos que lhes são assegurados em matéria de transmissões offline (televisão).

Embora as 1.174.997 assinaturas conseguidas em menos de um mês já façam da causa a terceira mais popular da plataforma Change, onde foi publicada, ainda não chegam para atingir o objetivo proposto pelo jovem de 21 anos, que quer chegar às 1.500.000.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Joana M. Fernandes

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