Numa altura em que Portugal enfrenta uma onda de ciberataques, um novo estudo da Accenture dá a conhecer que “mais de metade (55%) das grandes empresas não combate os ciberataques de forma efetiva, não sendo também capazes de localizar e corrigir estas quebras de segurança rapidamente, ou reduzir o seu impacto”.

O estudo, com base em entrevistas a mais de 4.700 executivos de todo o mundo, incluindo 100 de Portugal, “explora até que ponto as organizações dão prioridade à segurança, qual a eficiência dos esforços de segurança atuais e qual o desempenho dos seus investimentos nesta área”, referiu a consultora, indicando que “quatro em cada cinco inquiridos (81%) acredita que ‘estar um passo à frente dos ciberatacantes é uma batalha constante e o custo é insustentável’ – um valor superior aos 69% que o afirmavam em 2020”.

Paralelamente, apesar de “no último ano 82% dos entrevistados terem aumentado os seus investimentos em cibersegurança, o número de ataques bem-sucedidos – que incluem o acesso não autorizado a dados, aplicações, serviços, redes ou dispositivos – aumentou em 31% em relação ao ano anterior, para 270 por empresa, em média”, indicou a Accenture.

“Estes indivíduos ou organizações apresentam cada vez maiores recursos e capacidade para encontrar novas formas de realizar os seus ataques”, afirmou Kelly Bissell, responsável global pela área de Cibersegurança da Accenture, citada num comunicado.

Apenas 1% das empresas portuguesas fizeram seguros de proteção contra ciberataques
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“A nossa análise revela que muitas vezes as organizações se concentram apenas no negócio, sacrificando a cibersegurança, o que potencia um risco maior”, alertou.

Este relatório sublinha “a necessidade de alargar os esforços de cibersegurança para lá dos limites da própria empresa, de forma a chegar a todo o seu ecossistema, realçando que os ataques indiretos – ou seja, ataques bem-sucedidos a uma organização através da cadeia de valor – continuam a crescer”.

De acordo com a Accenture, “apesar de dois terços (67%) das organizações acreditarem que o seu ecossistema é seguro, os ataques indiretos foram responsáveis por 61% de todos os ciberataques no ano passado, contra 44% no ano anterior”.

Ainda assim, o estudo “identificou um pequeno grupo de empresas que não só se distinguem pela ciber-resiliência, mas também alinham a estratégia de negócio para alcançar melhores resultados e um retorno dos seus investimentos em cibersegurança”.

Estas empresas têm tendência a “atingir um equilíbrio entre a cibersegurança e os objetivos de negócio”, a “reportar cibersegurança diretamente ao CEO e ao Conselho de Administração, e demonstrar uma relação muito mais estreita com os negócios e com o CFO".

Além disso, optam por “consultar regularmente os CEO e os CFO ao desenvolverem as suas estratégias de cibersegurança, colaborando mais com os restantes gestores de topo”, proteger “melhor a organização de perdas de dados”, “incorporar a segurança nas suas iniciativas de transformação para a cloud” e “medir a maturidade dos seus programas de cibersegurança pelo menos uma vez por ano”.

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