A Meta vai abandonar em definitivo o projeto Portal, os ecrãs inteligentes que a empresa começou por comercializar no mercado de consumo e que no início do verão tinha decidido reposicionar para o mercado profissional.

Num encontro com funcionários, na sequência do anúncio de milhares de despedimentos, a empresa liderada por Mark Zuckerberg e dona de marcas como o Facebook ou o Instagram, atualizou os planos para esta área, segundo adianta a Reuters.

Neste encontro, Andrew Bosworth, responsável pela área de tecnologia do grupo, terá explicado que o tempo e a quantidade de investimento necessário para alcançar uma posição rentável no segmento de ecrãs inteligentes para o mercado empresarial ditaram a decisão. “Pareceu-nos a forma errada de investir o vosso tempo e dinheiro” neste momento, terá dito o responsável.

Quando a Meta anunciou a mudança de estratégia para os dispositivos Portal em junho, o site The Information avançava que a empresa mantinha uma quota de vendas inferior a 1% nesta área, mesmo com o crescimento das vendas no mercado de consumo durante o pico da pandemia.

O CTO da Meta adiantou também a quem vai sair da empresa que os colaboradores que têm vindo a trabalhar no relógio inteligente da marca vão passar a trabalhar nos óculos de realidade aumentada da empresa e que estes projetos, de realidade aumentada, vão absorver metade do investimento dos Reality Labs. O smartwatch da Meta não chegou a ser lançado, embora ao longo dos últimos anos tenham surgido vários rumores sobre o assunto.

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O despedimento de 11 mil colaboradores foi confirmado pela Meta na semana passada, depois de vários rumores sobre o assunto e de se saber já que a empresa está a rever áreas de investimento e travou a fundo nas novas contratações. Na reunião com colaboradores Andrew Bosworth especificou agora que 54% das pessoas despedidas trabalhavam em funções relacionadas com o negócio, os restantes eram de áreas tecnológicas.

A redução de pessoal afetou todo o tipo de equipas, até porque algumas áreas que funcionavam de forma autónoma, com a reestruturação em marcha passaram a funcionar em conjunto. É o caso da unidade dedicada aos desenvolvimento de voz e vídeo em chamadas, cuja equipa passa a trabalhar em conjunto com outras equipas dedicadas aos serviços de messaging.

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