Dados de um estudo do Grupo DPD sobre a atualidade do comércio eletrónico revelaram ainda que, apesar do número de portugueses que compram online ter aumentado (48%), tendo a maior maior taxa dos mercados em crescimento, ainda se encontra abaixo da média europeia (54%).

Em Portugal, 86% do total das compras online foi realizado por compradores frequentes - aqueles que compram online, pelo menos, uma vez por mês -, com os millennials a representarem mais de metade (53%), um valor acima da média europeia.

E, se nos primórdios, os artigos mais comprados eram CDs e livros, o estudo revelou uma alteração nos hábitos de compra em Portugal, com a moda, a cosmética/saúde e a high-tech/electrónica a tomarem os lugares cimeiros, com esta última  a representar 13,7% contra 12,2% da média europeia.

Também no fenómeno das compras feitas no estrangeiro, o chamado cross-border, Portugal está nos lugares da frente, ao ter a segunda maior média na Europa de compradores, com 83% dos eshoppers a afirmarem já terem adquirido pelo menos um produto noutro país, sendo os produtos oriundos da China os mais frequentes.

Com 63% dos compradores a adquirirem os produtos diretamente através dos sites, a grande maioria dos consumidores considera a sua mais recente experiência de compra online como "muito positiva" (76%) e classifica-a de "fácil" (89%).

Para isso, contribuem factores como a possibilidade de alterar a entrega (94%), ter informação em tempo real sobre o processo de entrega (92%) e saber a janela exacta de uma hora de entrega (88%) e também a transparência quanto aos preços do produto e as políticas de devolução, entregas e devoluções gratuitas, bem como descrições detalhadas dos bens.

Os processos de devolução complicados, pouco claros ou caros, bem como artigos inexistentes no stock são as características que mais afastam a compra online, pelo que os retalhistas devem ter em atenção factores chave como a de proporcionar aos seus clientes uma experiência de excelência e opções de pagamento adequadas,  com os portugueses a preferirem a digital wallet e o multibanco como métodos de pagamento (59%).

O dados do estudo foram divulgados por Carla Pereira, diretora de Marketing e Comunicação da Chronopost Portugal, numa sessão em que Olivier Establet, CEO da Chronopost e da SEUR Portugal revelou o lançamento, para os próximos dias, de um portal para facilitar as devoluções.

O empresário afirmou que “o mercado obriga a uma evolução e adaptação constantes” e, por isso, no final do ano, Portugal vai ser o país piloto na apresentação da app da Chronopost e, depois, do portal myChronopost.

O estudo “Como está o e-commerce a evoluir em Portugal e na Europa?” partiu de cerca de 25 mil entrevistas, realizadas em 21 países europeus e na Rússia. Os resultados preliminares tinham sido apresentados durante o Portugal Digital Summit,

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