No domingo, a equipa dos Estados Unidos ganhou pela segunda vez consecutiva o Campeonato do Mundo de futebol feminino. Antes mesmo desse feito, a camisola oficial da equipa desenhada pela Nike tornou-se a mais vendida de todos os tempos numa temporada no site da marca, de acordo com a CNBC.

No entanto, esta segunda-feira algo surpreendente aconteceu. De acordo com a notícia avançada pelo site WIRED, a camisola da equipa de futebol feminina dos Estados Unidos mais vendida não era a oficial, mas sim a falsificada.

Qual foi a estratégia deste esquema fraudulento? Alguns vendedores da Amazon tiraram fotografias do equipamento oficial e tiraram o logotipo da Nike. Desde que o WIRED entrou em contacto com a Amazon na segunda-feira algumas das listas já foram retiradas.

Citado pelo site, o fundador da empresa de "comércio inteligente" Marketplace Pulse garante que dezenas de outras empresas se aproveitaram deste “fenómeno de vendas” e criaram as suas próprias versões dos equipamentos oficiais.

Na segunda-feira à tarde pelo menos seis das 10 camisolas mais vendidas da seleção feminina eram falsificadas.

Será a estratégia da Amazon contra a falsificação suficiente?

De acordo com o WIRED, a Amazon lançou, entretanto, um comunicado a assegurar que a empresa "proíbe estritamente a venda de produtos falsificados", investindo fortemente para que a sua política seja seguida. Para isso, conta com equipas de engenheiros de software, cientistas, programadores e investigadores que melhoram continuamente os programas contra a falsificação.

Os sistemas da Amazon analisam automática e continuadamente vários dados relacionados com parceiros de vendas, produtos, marcas e ofertas, para detetar atividades que podem indiciar um produto potencialmente falsificado e removem ou boqueiam imediatamente esse produto da loja. No entanto, o porta-voz da empresa não especificou se a Amazon conta com uma equipa especificada para grandes eventos, como a Campeonato do Mundo.

A Amazon lidera o ranking das marcas mais valiosas da Kantar, BrandZ 2019, que subiu duas posições e ultrapassou os "pesos pesados" da Apple e da Google.

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