A plataforma foi hoje oficialmente apresentada, espelhando uma iniciativa europeia como mesmo nome, a New European Media, mas concentrando esforços no desenvolvimento dos projetos e empresas portuguesas, onde a criatividade e inovação das empresas tradicionais e o empreendedorismo de startups se tem conjugado para oferecer mais e melhores conteúdos aos leitores e espectadores, mas muitas vezes sem conseguir a sustentabilidade financeira necessária para o negócio.

As bases da plataforma foram apresentadas por Vasco Lagarto, Presidente da CE do Pólo das Tecnologias de Informação (TICE.pt), Comunicação e Eletrónica e por Vladimiro
Feliz, Chairman da Agência para o Desenvolvimento das Indústrias Criativas (ADDICT) enquanto o Secretário de Estado Pedro Gonçalves lembrou o potencial de inovação que existe e que pode ser explorado pelos media em Portugal, onde os novos instrumentos do Portugal 2020 podem ter um papel importante na renovação necessária face aos novos desafios da digitalização.

O retrato da mudança que está a acontecer não é exclusivo de Portugal e o professor Rosental Calmon Alves, diretor do Knight Center for journalism da Universidade de Texas, Austin, tornou bem claro que os comportamentos e hábitos mudaram de forma inexorável e que mais do que uma “Mediamorfose” podemos estar a caminho do “Mediacídio”, com a morte dos media existentes e o nascimento de novos meios na pós revolução.

A adaptação faz-se pela adaptação de estratégias, apresentando as notícias por camadas, apostando no multimédia e em fluxos de informação abertos e dinâmicos, talhados para audiências de nicho e não de massa, com uma postura mais ativa. E naturalmente aproveitando a língua portuguesa como “território” a explorar online.

Mais focado na sustentabilidade económico financeira, Gustavo Cardoso, professor do ISCTE, fez também uma apresentação de um estudo que está a ser desenvolvido com a Entidade Reguladora da Comunicação (ERC) que procura caracterizar a comunicação social portuguesa e os desafios que enfrenta nos próximos anos.

Ainda sem conclusões, que serão apresentadas mais tarde, a análise quer traçar um portulano e não um mapa, definindo instruções que podem ser exploradas pelos media para chegar a bom porto nesta revolução digital.

Entre problemas económicos e problemas sociais, com a resposta a uma necessidade de fornecer informação, os modelos usados para remunerar os meios de comunicação social estão a ser escalpelizados e também os procedimentos e velhos hábitos e lógicas dentro e fora da redação que têm de ser alteradas para responder aos novos desafios.

Mais detalhes do estudo são esperados para os próximos meses, mas para já as empresas e organizações são convidadas a juntar-se à plataforma NEM onde se promove o debate mas também a participação em consórcios nacionais e internacionais para desenvolvimento do setor e eventual candidatura aos fundos estruturais do Horizonte 2020.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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