Impresa, The Guardian, The Telegraph, Le Monde, Frankfurter Allgemeine e El País, endereçaram esta semana uma carta aberta ao Parlamento Europeu e ao Conselho Europeu onde expressam preocupação com as alterações conduzidas ao regulamento comunitário sobre a privacidade e proteção de dados.

NSA usa cookies da Google para espiar “suspeitos”
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“As propostas atuais sobre a ePrivacidade farão com que os cidadãos digitais europeus acabem concentrados nas mãos de um reduzido número de empresas globais, e consequentemente os cidadãos estarão mais vulneráveis. Essas empresas vão ter maior controlo sobre os dados pessoais dos cidadãos digitais europeus, vão reforçar o seu domínio na economia digital europeia, e vão colocar novos desafios para os editores, apesar de a Comissão reconhecer que estas questões estão contempladas na normativa que entrará em vigor em 2018”, lê-se no documento enviado a Bruxelas e que o Expresso cita esta terça-feira.

Uma das maiores preocupações face a esta reforma é a suposta eliminação da autorização que cada utilizador tem (ainda) de dar para que uma página da internet possa registar cookies com a sua atividade. A aprovação das novas regras, no entanto, fará com que o internauta seja questionado uma única vez acerca desta autorização. A resposta será automaticamente aplicada a todos os sites de igual forma.

De acordo com os subscritores desta carta, Facebook, Apple, Microsoft, Google e Yahoo serão os grandes beneficiados com esta mudança na legislação, uma vez que podem conhecer os registos de utilização de cada utilizador. Nos jornais online, por exemplo, isto poderá agravar uma "assimetria de poder" entre editores independentes e plataformas globais. Em adição, a transparência poderá também ser prejudicada, defendem.

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