As redes sociais estão a assumir um papel cada vez mais importante na política, como meio de comunicar com os eleitores mas também como forma de expressão de sentimentos face a anúncios de novas medidas. Foi o que aconteceu este fim de semana em Portugal, logo depois do primeiro-ministro Passos Coelho ter anunciado a subida das contribuições dos trabalhadores para a Segurança Social.

Várias notícias tinham já dado conta do impacto que o anúncio teve nas redes sociais, principalmente a mensagem que Passos Coelho publicou no seu Mural do Facebook, mas agora a análise da Marktest concretiza em números as menções ao primeiro-ministro nas redes sociais.

Os dados do serviço Social Media Explorer contabilizam 13,5 mil referências a Passos Coelho na semana de 3 a 9 de setembro, um número que aumenta para 23,5 mil quando são analisados os últimos 30 dias.

O anúncio do aumento da taxa paga pelos trabalhadores para a Segurança Social, que passa a ser de 18,5%, teve uma “repercussão imediata nas redes sociais”, passando o nome do primeiro-ministro a ser o mais referido e também o mais criticado, explica a Marktest.

Só nesse dia contaram-se mais de 4 mil menções diretas a Passos Coelho em sites de notícias, blogs e redes sociais como o Facebook, Twitter e Youtube, um número que viria a atingir um máximo de 5656 referências no dia seguinte, tendo depois baixado para 4504 no domingo. O número exclui os comentários a publicações em que o primeiro-ministro também seja visado.



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Numa análise a 30 dias o Facebook foi o principal meio para as referências a Passos Coelho, tendo sido responsável por 88% do total de comentários, ficando o Twitter num segundo lugar afastado, com 7,7%.

Logo no dia seguinte ao anúncio, a 8 de setembro, o jornal Público dava conta de que o perfil do Facebook do primeiro-ministro tinha sido inundado de comentários, e que se o som fosse audível seria uma vaia. Às 13.39 horas desse dia o post de Passos Coelho já tinha 4.962 comentários, um número que hoje, à hora de publicação desta notícia, já ultrapassa os 49 mil.

O mesmo jornal lembra que também em 2011 quando Passos Coelho anunciou o corte de subsídios para todos os funcionários públicos e pensionistas, a sua página no Facebook se tornou “uma espécie de foz de um rio de desgostos, irritações, críticas e alguns comentários de apoio”.

O número de comentários, e a irritação dos comentadores, já chegou a fazer notícia nos jornais internacionais, entre os quais os Financial Times.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Fátima Caçador

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