Sir Tim Berners-Lee sempre acreditou que a “web é para todos” e, embora defenda que as mudanças trazidas pelo seu “filho pródigo” tenham criado um mundo melhor e mais conectado, também acusa a Web de ter evoluído para um mecanismo de desigualdade e divisão.

Acreditando que foi alcançado um “ponto de inflexão crítica” e que está na hora de uma mudança, o cientista informático criou o Solid, um projeto open source que pretende “restaurar o equilíbrio”, dando aos utilizadores o controlo total dos seus dados, pessoais ou não.

O fundador da World Wide Web explica que, através da plataforma Solid, os utilizadores armazenam os seus dados pessoais em uma espécie de pen USB online, designada de "pod". Quando se liga à rede Solid, o utilizador é que define quais são os dados ou arquivos que podem ser acedidos, de forma a ter controlo absoluto das suas informações.

Pai da World Wide Web com medo do que pode acontecer à internet
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Embora esteja otimista e, à luz de acontecimentos recentes como o escândalo Cambridge Analytica, acredite que “as pessoas querem ter uma Web em que possam confiar”, Tim Berners-Lee tem noção de que vai ser preciso muito esforço para construir a nova plataforma.

Dessa forma e para promover uma Internet descentralizada, bem como facilitar uma adesão em massa de utilizadores, programadores e empresas, o diretor do World Wide Web Consortium (W3C) fundou a startup Inrupt e tirou um ano sabático do MIT.

Recorde-se que o criador da World Wide Web nunca escondeu publicamente toda a sua insatisfação com o rumo que a Web tem vindo a tomar, sendo recorrente o uso de um discurso pessimista sobre os perigos que ensombram a internet.

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