Insultos, difamação, intimidação, ameaça ou perseguição intencional e sistemática na internet são as formas de violência online que constam de um estudo proveniente da Universidade do Minho e em que se conclui que um em cada dez alunos já foi de algum modo vítima de cyberbullying.

A pesquisa "Cyberbullying e Cyberstalking" surge no âmbito de uma tese defendida recentemente no Instituto de Ciências Sociais daquela faculdade por Luzia Pinheiro, autora do estudo, que revela ainda os principais motivos que podem levar alguém a praticar cyberbullying: distúrbios psicológicos, má formação cívica, vontade de descarregar a agressividade e excesso de tempo livre.

"A agressão virtual tem efeitos nefastos para as vítimas, desde perda de reputação, estigmatização exercida pelos colegas e baixa autoestima até situações de depressão extrema e suicídio", explica Luzia Pinheiro, reforçando o apelo de que o cyberbullying "deve deixar de ser visto como um tabu social para que possa ser tratado como o que realmente é: violência".

A autora deixa ainda uma definição do conceito de cyberbullying, que se resume a "qualquer divulgação pública de conteúdos textuais, visuais e áudio que depreciem ou desacreditem alguém ou determinado grupo, bem como qualquer tipo de intimidação, ameaça e perseguição através de mensagens privadas que ocorra na internet de forma recorrente e intencional".

Conforme refere a agência Lusa em comunicado, no âmbito desta tese foram detetados sete casos de perseguição online, vários casos de divulgação de vídeos de teor sexual sem autorização dos intervenientes e situações de usurpação de identidade digital através de criação de perfis falsos e furto de fotografias pessoais colocadas em diversos sites.

O estudo baseia-se em cerca de 200 inquéritos digitais feitos a alunos das universidades do Minho e da Beira Interior entre janeiro e março de 2013.

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