Há anos que os criadores de conteúdos se queixam do sistema de castigos do YouTube, os chamados strikes, na maior parte das vezes sem "explicação", e sem clarificar aos respetivos utilizadores as razões pelos mesmos. Além disso, há ainda os abusos feitos do sistema, proporcionando vinganças ou extorções entre utilizadores, ou mesmo, atuações exageradas do próprio bot da plataforma.

O YouTube quer mudar as suas políticas de castigo e tem como objetivo tornar o sistema de strikes mais transparente e consistente. Desta vez os responsáveis pela plataforma reuniram-se com criadores para compreender o que estava ou não a funcionar, tendo recolhido como prioridades tornar mais claras as suas políticas de atuação, maior transparência sobre o impacto de um strike e um reforço consistente. Posto isto, o YouTube decidiu dar mais oportunidades a todos os que “pisarem” a linha, de forma a compreender melhor as políticas de utilização do YouTube e respetivas notificações aos criadores.

O YouTube estima que 98% dos criadores nunca quebram as regras da comunidade, e que 94% dos utilizadores que receberam um primeiro strike nunca levaram um segundo. Nesse sentido, a partir do dia 25 de fevereiro, todos os canais irão receber um aviso cada vez que pisarem a linha, sem qualquer penalização para o seu canal, excetuando a remoção do respetivo conteúdo que quebrou as regras.

Juntamente com o alerta, o YouTube vai melhorar as informações do seu centro de ajuda, para oferecer mais detalhes sobre comportamentos que levam os utilizadores a receber um strike, incluindo exemplos práticos detalhados, das situações mais comuns.

Outra mudança diz respeito aos castigos em si. Antes ao primeiro strike os utilizadores tinham congelamentos de 90 dias na possibilidade de fazer live streamings; e ao segundo o canal deixava de poder fazer uploads durante 15 dias. Agora, cada strike dá origem ao mesmo castigo único. Além dos vídeos, os castigos aplicam-se a outros abusos, incluindo stories, thumbnails ou links para outros websites na descrição dos vídeos.

O primeiro aviso é dado uma única vez por canal, sendo removido o respetivo vídeo, não havendo qualquer penalização dessa vez. Mas ao contrário dos strikes, estes avisos não expiram passados 90 dias. A partir daí, segundo as novas regras, o primeiro strike resulta no congelamento total do canal, ou seja, a impossibilidade de carregar vídeos para a plataforma, fazer live streamings e outras atividades durante uma semana. Ao segundo strike (dentro dos 90 dias do primeiro) resultará no mesmo castigo durante duas semanas. Ao terceiro strike, dentro dos mesmos 90 dias, resultará na terminação do canal. Os strikes expiram passados 90 dias.

Talvez a novidade mais interessante desta reformulação seja o novo sistema que permite aos utilizadores apelarem das decisões de strike, caso considerem injusto o castigo. Até aqui, o strike não oferecia mecânicas para os utilizadores se justificarem ou sequer capacidade de contactar os administradores da plataforma, levando aos referidos abusos. Muitas vezes era preciso gerar ruído pelas redes sociais para eventualmente chamar a atenção dos responsáveis do YouTube.

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