A resposta mais imediata pôde ser vista na abertura das bolsas europeias, com as ações da Nokia a dispararem mais de 45% em Helsínquia. Aguarda-se agora o comportamento bolsista relativamente à Microsoft.

O namoro entre a gigante da informática e a fabricante finlandesa remonta a 2011, e desde essa altura que as "desconfianças" de que poderia haver mais para além simples do interesse em colocar o sistema operativo Windows Phone nos telemóveis da Nokia têm vindo a tomar forma.

Os maus resultados acabaram por precipitar aquela que durante muito tempo foi a número um mundial dos telemóveis na procura de soluções alternativas há já algum tempo, com a venda de parte do negócio como uma das opções.

No início do verão a Microsoft terá estado muito perto de comprar a divisão de equipamentos da Nokia, mas acabou desincentivada pelos valores exigidos pela fabricante finlandesa, dizia-se. Não se conhecem os montantes que estiveram antes "na mesa", mas 5,44 mil milhões de euros foi o valor agora anunciado para a compra do negócio de telemóveis da Nokia, que nem todos consideram "justo".

Primeiras opiniões

Muitos analistas e meios de comunicação começaram desde logo a reagir ao acordo e às condições estabelecidas. O twitter arrecadou as primeiras "opiniões emocionais", com a pouca surpresa relativamente ao negócio em si a reinar entre aqueles que durante muito tempo o anteciparam.

São também muitos os comentários acerca da possibilidade de Stephen Elop, que passa a ser o vice-presidente da unidade de serviços e equipamentos, vir a assumir o lugar que Steve Ballmer vai deixar livre no próximo ano - uma possibilidade que já antes tinha sido avançada e que ganha mais forma agora.

Relativamente à compra, as reações mais críticas surgem por parte da imprensa, havendo quem ache que a Microsoft pode não ter feito um muito bom negócio e que lhe chame "um casamento Zombie que parece condenado à nascença".

Critica-se o atraso estratégico da Microsoft relativamente a decisões como a compra da Motorola por parte da Google ou o lançamento do iPhone e questiona-se o facto de a gigante da informática não ter avançado logo com a compra da divisão de dispositivos da Nokia.

As reações iniciais dos analistas são mais optimistas, com muitos a enaltecerem a capacidade de reinvenção da indústria móvel que o negócio oferece, assim como as vantagens para ambas as empresas, embora mostrem algumas reservas relativamente ao futuro.

"A compra permite à Microsoft rivalizar com empresas como a Apple, a Google e a Samsung de forma mais equilibrada" e também representa "o fim simbólico da indústria da telefonia móvel como a conhecemos hoje", defende Tony Cripps, analista da Ovum.

É certo que no imediato é difícil prever as alternativas e as condicionantes que o desfecho da compra vai trazer para o mercado mundial, por ainda existirem muitas questões estratégicas em aberto, tanto para a Nokia como para a Microsoft.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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