Apesar de todo o sucesso que o Spotify tem conhecido ao longo dos últimos anos, a empresa está a chegar a um momento de definição e os resultados financeiros da empresa mostram isso mesmo. Apesar de ter faturado mil milhões de dólares, a empresa ainda não produz lucro e parece haver dificuldade em rentabilizar todos os utilizadores da vertente gratuita do serviço.

Os 1,08 mil milhões de dólares faturados em 2014 - e que representam um aumento de 45% no espaço de um ano - não foram suficientes para evitar os 162,3 milhões de euros em prejuízos: um valor que é três vezes maior ao prejuízo registado em 2013.

Outros valores que estão no relatório de contas, acedido pelo The Guardian, revelam por exemplo que 98,8 milhões de euros das receitas foram conseguidos com recursos aos anúncios publicitários na plataforma, o que coloca 91% das receitas com origem nos subscritores premium.

De certa forma os resultados do Spotify parecem dar razão às queixas da indústria de que o modelo freemium não é rentabilizável - e de certa forma à Apple que também se diz querer entrar no mercado, mas com um maior foco nas subscrições pagas.

Os responsáveis do Spotify defendem no documento que têm o modelo de negócio certo, isto é, que só se consegue um bom número de subscritores através da conversão de utilizadores do modelo freemium.

Martin Lorentzon e Pär-Jorgen Pärson, dois diretores da empresa, dizem que os lucros chegarão quando o modelo de negócio escalar o suficiente e que o objetivo é de facto aumentar as margens. No entanto também comprometem-se a continuar a investir para manter o serviço e a marca relevantes no mercado.

No entanto não nenhuma indicação de quando podem os lucros chegar - nem em formato de data, nem através do número de utilizadores que seriam necessários.

Atualmente o Spotify tem 15 milhões de subscritores e outros 45 milhões no modelo gratuito. Quer isto dizer que 25% do total dos utilizadores contribuem para 91% das receitas.

Fica ainda a nota de que em 2014 o Spotify gastou 882,5 milhões de dólares - uma grande parte das receitas, leia-se - no pagamento dos direitos de autor e de distribuição.

Os mais recentes rumores apontam para que a empresa invista também no mercado do vídeo com o objetivo de conseguir rentabilizar melhor a marca Spotify e o apelo pela indústria da música.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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