Mais de 78 milhões de iPhones foram vendidos entre outubro e dezembro, o primeiro trimestre do ano fiscal da Apple, ultrapassando as estimativas dos analistas e quebrando o recorde “pessoal” da marca.

No período homólogo do ano anterior, tinham sido vendidas 74,78 milhões de unidades.

“Vendemos mais iPhones do que nunca”, diz Tim Cook em comunicado, acrescentando que as receitas advindas de serviços, das vendas de Macs e de Apple Watches também quebraram recordes.

Avança a Reuters que as vendas de smartphones da Samsung, a arquirrival sul-coreana da Apple, atingiram os 77,5 milhões, durante os últimos três meses de 2016, o que faz da tecnológica de Cupertino o maior vendedor de telemóveis, algo que não acontecia desde o final de 2011.

O CEO da Apple, citado pela agência noticiosa, revela que, durante o período em análise, a procura pelo modelo mais caro dos seus smartphones, o iPhone 7 Plus, foi particularmente elevada.

Os resultados agora divulgados podem ser um reflexo direto de todo o desastre que volveu em torno do phablet da Samsung, o “incendiário” Galaxy Note 7, que infligiu sérios danos na reputação da marca. Esta pode ter sido a janela de oportunidade que a Apple precisava para voltar a ascender ao primeiro lugar do pódio dos maiores vendedores de smartphones.

O segmento de serviços foi outra das áreas de negócio que cresceu. A App Store, o Apple Pay e o iCloud valeram à empresa 7,17 mil milhões de dólares, um salto de 18,4% face ao ano anterior.

No total, a Apple conseguiu receitas de 78,4 mil milhões de dólares no último trimestre de 2016, sublinhando que é o valor mais elevado de sempre e que 64% foi gerado por vendas fora do mercado norte-americano.

Contudo, o The Verge escreve que, ao contrário das tradicionais 13 semanas, o primeiro trimestre fiscal de 2017 da Apple teve mais sete dias, o que pode ter ajudado a aumentar os valores apresentados.

Quanto a lucro líquido, houve uma ligeira descida. Entre outubro e dezembro passados, a Apple registou 17,89 mil milhões de dólares, o que representa uma queda relativamente aos 18,36 mil milhões do ano anterior.

Apesar de, numa perspetiva global, os resultados terem sido bastante positivos, facto é que a Apple perdeu terreno na China. As vendas caíram 11,6% no “Império Celestial”, valendo à marca receitas de 16,23 mil milhões dólares.

Quanto ao segundo trimestre do seu ano fiscal, entre janeiro e março, a Apple espera receitas entre os 51,5 mil milhões e dos 53,5 mil milhões de dólares. Estes valores ficam significativamente abaixo dos conseguidos no último trimestre, o que não deverá ser uma grande surpresa, tendo em conta que os últimos três meses incluíram a época do Natal.

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