Depois de contestar a escolha da rival SpaceX pela NASA para construir o lander lunar que fará parte do programa Artemis, a Blue Origin voltou à carga e decidiu levar a agência espacial norte-americana a tribunal.

Num processo submetido em sigilo num Tribunal Federal em Washington, a empresa fundada por Jeff Bezos defende que o processo de avaliação levado a cabo pela NASA foi “injusto e impróprio”.

Em declarações à imprensa internacional, um porta-voz da empresa espacial afirma que a queixa se apresenta como “uma tentativa de remediar as falhas encontradas no processo de aquisição do Human Landing System por parte da NASA”.

“Acreditamos firmemente que as questões identificadas na queixa devem ser resolvidas de modo a restaurar a justiça, promover a competição e garantir um regresso seguro à Lua para os Estados Unidos”, enfatiza o porta-voz da Blue Origin. Por outro lado, em declarações à CNBC, um porta-voz da NASA deu a conhecer que a agência está atualmente a rever todos os pormenores do caso.

Recorde-se que, em abril, a Blue Origin prometeu lutar conta aquela que considera ter sido uma escolha imprópria e submeteu uma queixa ao U.S. Government Accountability Office (GAO). Na altura, a empresa defendeu que a NASA realizou uma aquisição com falhas e que terá mudado as regras no último minuto, numa decisão que elimina as oportunidades de concorrência e que coloca em risco toda a missão de regresso à Lua.

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A Blue Origin acusou ainda a NASA de ter ignorado desafios técnicos relacionados com a Starship da SpaceX, incluindo a falta de provas de que o foguetão consegue reabastecer-se em órbita. A empresa sublinhou que a agência minimizou os riscos significantes do design da SpaceX, mas maximizou os mesmos riscos da proposta da Blue Origin, descrevendo a avaliação como irracional e prejudicial.

Porém, no final de julho, o GAO acabou por rejeitar a queixa da empresa de Jeff Bezos, argumentando que a decisão da NASA foi apropriada. Mesmo assim, a Blue Origin ainda tentou apelar à agência espacial e disponibilizou-se a pagar os custos adicionais de dois milhões de dólares, mas o plano acabou por cair por terra, levando-a a recorrer à Justiça norte-americana.

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