Pelo quarto ano consecutivo, o Canadá classificou-se em primeiro no ranking que a Accenture organiza anualmente sobre a prestação de serviços de eGovernment a nível mundial, entre um conjunto de 22 países onde se incluiu Portugal.



Com uma pontuação de 80 em 100, o Canadá foi considerado pela consultora como o país com um nível de prestação de serviços de eGov mais avançado, ao que se seguiram empatados no segundo lugar os Estados Unidos e Singapura, que não foram além dos 67 pontos.



Austrália, Dinamarca, Finlândia e Suécia ficaram empatados no quarto lugar da tabela. A França classificou-se na oitava posição, a Holanda e o Reino Unido na nona e a Bélgica, a Irlanda e o Japão dividiram a décima primeira.



Um dos pontos a favor da política de eGovernment adoptada pelo Canadá, apontados pela Accenture, é o facto do país concentrar todos os serviços, nacionais e locais, num unico portal Web. Além disso, o seu plano de acção passa igualmente por inquirir os cidadãos e as empresas acerca das suas atitudes e necessidades. "A ideia é chegar aos clientes e proactivamente ver aquilo que pretendem", afirma Steve Rohleder, responsável pela a área de Governo da Accenture.



O facto do Canadá promover activamente os seus serviços de eGov, publicitando-os na televisão e rádio, em revistas e jornais, tentando convencer os cidadãos a acederem e usarem o seu portal, canada.gc.ca, também joga a seu favor.



Segundo o estudo "E-Government Leadership: High Performance, Maximum Value", o ritmo do amadurecimento do mercado no geral está a abrandar, já que existem países que atingiram níveis em termos de inovação, progresso e impacto relacionados com a amplitude e a profundidade dos serviços que oferecem.



Da observação da maturidade dos serviços, nota-se igualmente um interesse crescente em oferecer serviços personalizados ao cidadão individual, salienta a Accenture. "Identificando e segmentando a sua base de utilizadores/clientes, os governos conseguem fornecer aos seus cidadãos serviços e informação mais relevantes - de forma mais rápida e com menores custos".



Para o estudo, os investigadores da Accenture usaram a Internet no conjunto de 22 países seleccionados - do qual fez parte o Brasil, a Alemanha, a Itália, o México, a Espanha, entre outros, além dos já mencionados - para tentar colmatar 206 necessidades de serviço que tipicamente poderiam ser prestadas por um Governo.



Através deste acesso aos sites das agências governamentais, os investigadores pretenderam determinar a qualidade e maturidade dos serviços e o nível a que os mesmos são conduzidos electronicamente com o Governo. Os serviços requeridos diziam respeito a 12 grandes sectores, entre a agricultura, defesa, democracia electrónica, educação, imigração, justiça e segurança, etc.



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