A conclusão do negócio de 19 mil milhões de dólares entre o Facebook e o WhatsApp pode não acontecer no curto prazo. Isto porque a Comissão Europeia está a investigar o acordo entre as empresas para perceber sobretudo qual o impacto que pode vir a ter para os concorrentes mais diretos.



Entre o Facebook, Facebook Messenger e WhatsApp são centenas de milhões os utilizadores que ficam debaixo da mesma empresa. Desta forma pode construir-se um monopólio no segmento do messaging instantâneo, dando pouco espaço para outras apps como o Viber ou o Telegram.



De acordo com o The Wall Street Journal, a União Europeia já terá enviado questões aos principais contra-interessados para poder avançar com uma revisão mais fundamentada do caso.



Uma outra preocupação dos responsáveis europeus está relacionada com questões de privacidade – como a partilha de dados dos utilizadores entre serviços por exemplo. Num cenário hipotético a Comissão Europeia pode até validar o negócio, mas o Facebook poderá ter que ceder em alguns requisitos relacionados com a proteção de dados.



Os especialisatas veem a investigação europeia como um teste para os reguladores do velho continente, isto porque o negócio do Facebook com o WhatsApp resvala para o campo das redes e relacionamentos sociais, pelo que a CE terá que saber medir também este tipo de impacto.

No final de maio surgiram relatos de que teria sido o próprio Facebook a pedir uma investigação do negócio à Comissão Europeia, para evitar investigações menores em cada um dos países europeus, atrasando ainda mais a validação do negócio.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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