O estudo trimestral realizado pela PriceWaterhouseCoopers (PwC) em parceria com a empresa de consultoria Fletcher Advisory, "Internet 150", acaba de revelar alguns resultados pouco animadores para as dotcoms europeias. Estima-se que cerca de 30 por cento das empresas europeias na Internet não tenham capital suficiente para sobreviver aos próximos meses.



Para além da falta de capital, as oportunidades de negócio e investimento também não parecem ser muitas, pelo que a única maneira de evitar o encerramento destas empresas será a fusão com outras companhias. Segundo Nick Drewitt, sócio da PwC e um dos autores deste estudo, o período de quebra sentido nos últimos 12 a 15 meses aínda não terminou.



A PwC afirma também que a percentagem de empresas lucrativas caiu de 38 por cento no final de 2000 para 24 por cento na primeira metade deste ano. Também a expectativa média de vida de uma empresa incluída no relatório "Internet 150" diminuiu para onze meses no segundo trimestre deste ano, enquanto que no final de 2000 a expectativa era de 17 meses.



O agravamento desta situação e as crescentes quebras no lucro das dotcom, irá levar as empresas que ainda não tiveram problemas financeiros mais graves a repensar seriamente a sua estratégia corporativa. O facto de este já não ser um mercado em crescimento mas que luta para sobreviver, irá resultar, segundo Nick Drewitt, no despedimento em grande escala.



De acordo com os resultados do estudo a capitalização média do mercado da "Internet 150" na Europa caiu quase 75 por cento, ou seja, de 180 milhões de dólares (200 milhões de euros ou 40,3 milhões de contos) passou para 49 mil milhões de dólares (54,6 mil milhões de euros ou 10,97 mil milhões de contos) no período registado entre 30 de junho de 2000 e 30 de Junho de 2001.



Também o incremento das vendas em empresas B2B na Internet estagnaram nos últimos doze meses. No entanto, as empresas Web B2C continuam a crescer apesar da crise económica já que não têm que se preocupar com a mudança de hábitos de consumo das empresas, como as empresa B2B. Segundo Nick Drewitt, as empresas B2C deverão sobreviver apesar de, para isso, muitas terem já diminuido as suas despesas para metade.



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