O estudo tinha sido feito a nível global pela IDC, sob encomenda da Microsoft, mas a realidade portuguesa é hoje detalhada pela filial da empresa de Redmond, mostrando que este ano as empresas ligadas ao universo da Microsoft, incluindo parceiros e fornecedores, devem gerar receitas próprias de 1,6 mil milhões de euros, investindo na economia nacional 526 milhões de euros.

O estudo do impacto gerado pelo chamado ecossistema da Microsoft é feito anualmente e nos dados globais indicam que em 2009 poderão ser gerados 537 mil milhões de dólares de lucro. “Por cada dólar que a empresa ganha, os nossos parceiros ganham 8,7 dólares”, garante a Microsoft.

Para Portugal o rácio estimado é superior, sendo que por cada euro gerado pela Microsoft os parceiros devem ganhar 10,53 euros. Deste valor 7,36 euros serão absorvidos por empresas de hardware, 1,21 por empresas de software e 1,96 euros por empresas de serviços.

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Em relação à evolução do mercado português, o estudo prevê que os gastos em Tecnologias da Informação em 2009 sejam de 3,8 mil milhões de euros, num crescimento anual de 2,8% ao ano, num movimento positivo face ao PIB que terá uma quebra de 0,2% ao ano.

Em termos de emprego, a IDC estima que o número de profissionais empregues na indústria de TI possa subir 7.500 nos próximos quatro anos, somando-se aos 99 mil empregos existentes em 2009 nesta área.

O movimento positivo do sector faz com que a consultora antecipe também a criação de 400 novas empresas até final de 2013.

Em declarações ao Jornal de Negócios sobre este estudo, Cláudia Goya, directora-geral da Microsoft Portugal, admitiu que a empresa já começa "a sentir alguns sinais positivos do mercado, sobretudo de empresas que fizeram deste período uma oportunidade para reverem processos e afinarem os motores de eficiência".

As empresas que estão a conseguir enfrentar a crise de forma mais eficiente são as que não apostaram só na redução de custos, mas controlaram os custos sem deixar de investir na inovação, refere a mesma responsável que antecipa para 2010 uma recuperação económica no mercado de consumo e se mostra expectante de que o novo Windows possa vir a trazer alguma dinâmica.

Nota da Redacção: A notícia foi actualizada na referência ao ano do estudo.

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