Os gaps persistem face aos mercados mais evoluídos e mesmo entre empresas, consoante a dimensão, mas os níveis de confiança estão fortes. Mais de metade dos decisores de médias e grandes empresas em Portugal acha que o negócio vai crescer em 2018. Aos 54% mais otimistas, somam-se 44% que consideram que as coisas vão manter-se iguais e apenas 2% prevê fazer menos negócio.

Gap digital entre organizações portuguesas e líderes mundiais duplicou nos últimos dois anos
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Os dados são da IDC, que esta terça-feira divulgou os resultados de uma análise ao mercado português, realizada em dezembro último. A estes números juntam-se outros que indicam que a grande maioria dos decisores inquiridos considera que a economia do país vai crescer ao longo deste ano, com 67% a mostrarem “alguma confiança”, 22% a mostrarem uma “forte confiança” e só 11% a não acreditarem nisso.

As perceções “têm impacto direto naquilo que é o crescimento do investimento das organizações para a transformação com base no digital”, sublinhou Gabriel Coimbra, country manager da IDC Portugal, que apresentou os resultados.

Alcançar os objetivos de negócio passa por aumentar o investimento em TIC, com 48% de todos os decisores a mostrarem tal intenção. A “vontade” é mais acentuada entre as empresas ligadas ao sector da Distribuição & Retalho (57%), Energia & Utilities (56%) e Financeiro (50%).

Tendências mostram mais transformação digital mas gaps persistem  

Em 2021, pelo menos 30% do PIB em Portugal será “digital”, conduzido por ofertas, operações e relações “digitalmente avançadas”, defende a IDC sobre as tendências de mercado que se avizinham. A nível mundial, o valor para a mesma altura sobe até aos 50%.

Em 2019, 25% das 100 maiores empresas portuguesas terão uma estratégia de plataforma ara a transformação digital totalmente articulada e prestes a implementar. O mesmo acontecerá em 2020, para 60% das empresas em todo o mundo, defende a consultora.

Portugal tem cada vez mais organizações nos níveis mais altos de “digitalização”, mas a distância face às economias mais evoluídas não tem diminuído, pelo contrário, como tinham demonstrado os números anteriores da IDC.

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