A larga maioria das empresas portuguesas descuram os testes de qualidade dos programas informáticos que utilizam, é a conclusão do mais recente estudo da IDC sobre o mercado nacional de testes de software.

De acordo com a análise, cujos resultados preliminares foram divulgados hoje, embora 49 por cento das organizações refiram ter actividades e processos sistematizados de teste de software, apenas 17 por contam com algum tipo de certificação nesta área.

A consultora apurou ainda que a percentagem de empresas que têm equipas dedicadas a esta actividade não ultrapassa os 15 por cento, num universo de inquiridos composto pelas mil maiores empresas nacionais, administração pública e sector financeiro.

"A grande maioria das empresas não contabiliza o custo da não-qualidade", afirma o responsável de Research & Consulting da IDC Portugal. De acordo com Gabriel Coimbra, essa postura justifica que não seja "ainda dada prioridade a processos maduros de testes de software, quer em termos organizacionais, quer em termos de investimento".

A publicação do estudo, agendada para o final desta semana, acompanha a apresentação pública de uma nova associação para esta área. A ComTest.PT - Associação Portuguesa de Testes de Software procura servir de ponte entre os profissionais do sector, promovendo a formação, partilha de conhecimentos e presença portuguesa em fóruns internacionais, lê-se no site da organização.

"A actividade de teste e de garantia de qualidade do software pode ajudar, e muito, a aumentar o nível de rentabilidade dos projectos, garantir a sua qualidade e o seu correcto funcionamento", realça o vice-presidente da ComTest.PT, citado num comunicado à imprensa.

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