O clima de tensão comercial entre os Estados Unidos e a China tem aumentado de tom, e a principal bandeira desse conflito é a Huawei, que tem sido acusada por espionagem em prol do governo chinês. Das palavras aos atos, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos apresentou queixa-crime em tribunal contra a CFO (diretora financeira) da tecnológica chinesa, Meng Wazhou e a Huawei. Em causa estão as acusações de violação das sanções impostas ao Irão pelo governo americano, através de negócios com as suas subsidiárias.

O tribunal de Brooklyn, em Nova Iorque, recebeu ainda, num caso separado, mais uma acusação de crime contra a Huawei por roubo de tecnologia robótica da T-Mobile US. A fabricante chinesa havia mencionado que essa disputa já tinha sido resolvida em 2017, conforme avança a Reuters.

Meng Wanzhou é filha do fundador da Huawei e foi detida em Vancouver no dia 1 de dezembro do ano passado, o que levou a China a responder com a prisão de dois canadianos. Depois de libertada sob fiança, esta terça será discutida em tribunal as condições de extradição. Os seus advogados pedem para a sua cliente não ser o “bode expiatório” da situação corrente da guerra comercial. “A nossa cliente não deve ser uma refém dessa relação. A Senhora Meng é uma empresária honesta e ética, que nunca gastou um segundo da sua vida a conspirar violações contra a lei norte-americana, incluindo as sanções ao Irão”, é referido no comunicado.

A Huawei também acusa as autoridades americanas de negarem, sem qualquer explicação, a possibilidade de a empresa discutir as acusações que lhe foram incutidas. Este desenvolvimento irá certamente agravar as conversações previstas entre Washington e Beijing que estavam marcadas para esta semana. O objetivo era que ambas as partes arrefecessem as tensões geradas e chegassem a acordo para restabelecer as ligações comerciais.

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