Com adiamentos constantes sobre a decisão final da administração de Donald Trump sobre a imposição de sanções e bloqueios às empresas chinesas na lista negra, a guerra comercial entre os Estados Unidos e Huawei dá sinais de que está longe de terminar. O Executivo norte-americano prepara-se agora para “cortar” o fornecimento de processadores à Huawei, avança a Reuters.

De acordo com fontes internas a que a agência teve acesso, a aplicação da medida já esteve a ser estudada e necessita apenas da aprovação de Donald Trump para avançar. Assim, as fabricantes que usam tecnologia norte-americana, como a TSMC, poderão ter de pedir uma licença especial para continuar a fazer negócios com a Huawei.

Governo de Donald Trump poderá “cortar” o fornecimento de processadores à Huawei
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A medida poderá ter um forte impacto na produção da Huawei, uma vez que a subsidiária HiSilicon, a qual produz os processadores presentes nos equipamentos da marca chinesa, utiliza componentes fabricados pela TSMC. O objetivo do Governo norte-americano é garantir que a fabricante chinesa não tenha acesso a tecnologia de ponta.

No entanto, prevê-se também que o bloqueio acabe por ter mais consequências negativas para as fabricantes norte-americanas de componentes para processadores. De acordo com Doug Jacobson, advogado na área de comércio internacional, em declarações à Reuters, a Huawei poderá encontrar uma forma de ultrapassar o bloqueio, desenvolvendo a sua própria cadeia de produção.

Na saga da guerra comercial, finda a data de 16 de fevereiro, o governo norte-americano concedeu mais um mês e meio de prolongamento da suspensão do bloqueio, mas o Departamento de Comércio dos Estados Unidos estendeu a licença da Huawei até ao dia 15 de maio.

Estados Unidos continuam a adiar reunião com a Huawei. Bloqueio está agora suspenso até 15 de maio
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Ao que tudo indica, há um impasse entre as altas instâncias da administração de Donald Trump para resolver definitivamente a crise. Além disso, os adiamentos de uma resolução final prendem-se com a necessidade do Departamento de Comércio norte-americano medir o impacto e os custos para as empresas e organizações que usam tecnologia da fabricante chinesa assim que a licença expirar.

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