Durante a terceira edição do Beyond – Portugal Digital Transformation, evento onde se debatem temas sobre a Transformação Digital, a EY Portugal apresentou um guia com preocupações que as empresas do setor da Indústria devem ter para vingarem nos próximos cinco anos. A consultora acredita que as tecnologias que hoje começam a ser adotadas nas operações industriais em Portugal vão mudar o paradigma atual do setor.

Nesse sentido, a EY refere que as empresas industriais que mais rapidamente se adaptarem à nova realidade tecnológica, ficarão mais bem posicionadas durante as mudanças que já estão a acontecer e deixa seis dicas:

A primeira diz respeito à aposta em Predictive Engineering, ou seja, investir na análise de dados através da automatização, robotização e inteligência artificial, melhorando a performance das organizações, tornando-se mais ágeis, centradas no cliente e com maior capacidade de resposta, para além de mais digitais e transparentes face aos stakeholders e mercado em geral. A análise dos dados permite jogar na antecipação, prevendo tendências do mercado, quando o equipamento pode avariar, entre outros cenários de planeamento.

A segunda é a Human Augmentation, ou seja, utilizar a tecnologia incorporada nas ferramentas de trabalho para melhorar as atividades laborais. Seja através de wearables ou soluções como exoesqueletos, olhos biónicos ou a utilização de realidade aumentada e virtual, assim como projeções holográficas poderão aumentar a produtividade humana.

Segundo a EY, a tecnologia de Blockchain tem um impacto significativo no mercado, permitindo novos modelos de negócio para melhorar a performance das organizações e, acima de tudo, a segurança dos utilizadores, devido à descentralização do registo e guarda de dados. A consultora refere que a tecnologia pode ser utilizada para tornar as cadeias de abastecimento mais eficientes e permitir novos modelos de negócio disruptivos. Dando um exemplo, utilizar Blockchain na indústria vitivinícola pode impedir o falseamento da origem de um produto.

O quarto ponto sugere o investimento em soluções de impressão 3D, cada vez mais recorrente pelas empresas industriais espalhadas pelo mundo. A EY reconhece que as empresas ainda não estão muito confiantes ou não têm o conhecimento aprofundado para introduzir a tecnologia nas suas necessidades, mas deverão mudar esse “mindset” no futuro.

O próximo ponto refere-se à “gig economy”, em que os consumidores poderão encontrar oportunidades de trabalho através de “plataformas cognitivas”. Ou seja, no futuro, os consumidores desenvolverão uma forma nova de carreira, liderada por experiências de trabalho ecléticas, que são combinadas para ajudar a responder às suas necessidades pessoais, de desenvolvimento e financeiras. A consultora destaca este ponto porque irá aumentar a complexidade da gestão de projetos de engenharia industrial, incluindo equipas muito díspares e funções externalizadas.

Por fim, a EY destaca a supercondutividade, que embora não esteja relacionada diretamente com as empresas industriais, afeta em grande escala o sector. Neste caso, é possível ganhar um aumento de eficácia ao utilizar redes de distribuição de energia elétrica através de materiais de supercondutores.

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