A Associação para a Escola de Novas Tecnologias (FORINO) apresentou hoje, em parceria com entidades nacionais, o projecto Fortic, um programa que tem como objectivo integrar pessoas com deficiências no mercado de trabalho das Tecnologias da Informação, em especial na área dos contact e dos call-centers.



Com início formal no passado mês de Outubro, o projecto, actualmente na fase de arranque, prolonga-se até Junho de 2004 e contempla a formação e a certificação em TIC de 80 cidadãos, 20 com deficiência motora congénita e outras 20 com deficiência motora adquirida, 20 formadores para entidades que acolham pessoas com deficiência e outros 20 facilitadores para a prestação de serviço em entidades de apoio e reabilitação de pessoas com deficiência.



Maioritariamente em regime de eLearning, as acções de formação começam em Fevereiro do próximo ano e visam certificar os formandos em vários domínios, nomeadamente na familiaridade com sistemas operativos, processamento de texto, folhas de cálculo, redes e Internet e apresentação de gráficos, na área das tecnologias da informação, e em técnicas de atendimento e comunicação com o cliente, em técnicas de negociação e venda e de resolução de problemas, na área comportamental, visando a futura integração em centros de contacto e call centers.



Inserido no âmbito do programa comunitário EQUAL, o Fortic conta com a parceria de outras entidades como a PT Inovação que fornecerá a plataforma de eLearning, a ANETIE e a ECDL. Foram ainda estabelecidos protocolos de colaboração com outras organizações e empresas, nomeadamente a Altitude Software e a Plurimarketing e outras entidades que operam com pessoas com deficiência, como a CERCICA e a CRINABEL.



Mais do que o objectivo inicial de dar formação e integrar indivíduos com deficiência no mercado de trabalho, o projecto visa igualmente "o desenvolvimento de infra-estruturas que lhe permitam avançar com outros projectos e ideias diferentes no futuro", referiu Luís Santana, coordenador operacional do programa, em conferência de imprensa. "Para tal temos de continuar a constituir protocolos com outras entidades e principalmente criar uma rede de empresas receptoras para a integração de pessoas com deficiência", acrescentou.



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