Um estudo da organização e-Business W@tch mostra que a diferença na utilização de ferramentas electrónicas entre os países candidatos e nos actuais 15 Estados-membros da União Europeia é menos significativa do que se calculava. Os 10 novos aderentes da EU estão a integrar rapidamente o eBusiness nos seus processos, o que indicia a sua capacidade de apanharem os seus parceiros.



Em termos do chamado "fosso digital", a situação na área empresarial é significativamente diferente da que existe na utilização da Internet em termos de utilizadores individuais. Neste segmento a diferença de taxas de penetração entre os países candidatos e os actuais Estados-membros é maior, uma situação considerada preocupante pela Comissão Europeia.



O segundo inquérito da e-Business W@tch, uma organização financiada pela União Europeia que tem como propósito analisar e acompanhar a maturidade do eBusiness nos Estados da UE, foi realizado ainda em 2003 através de entrevistas a decisores de empresas e por inquéritos. Segundo a informação desta organização, os resultados garantem uma visão geral sobre a adopção de ferramentas electrónicas nas mais de 10 mil empresas da União Europeia.



Neste estudo conclui-se que a Eslovénia e a Estónia são identificadas como elíderes, estando a par com a Alemanha, França e Reino Unido em termos de acessos à Internet em banda larga pelas empresas. A República Checa fica também bem posicionada em termos comparativos, enquanto nos outros países candidatos o nível de preparação para o eBusiness é ligeiramente inferior, especialmente quando se trata de aplicações e processos de integração mais complexos.



O mesmo relatório, cujos dados completos devem ser divulgados só no final deste mês ou já em Maio, conclui mais uma vez que o tamanho das empresas e o sector onde actuam são os principais determinantes da sua maturidade no eBusiness, mais do que a sua localização em determinado país ou região.



A forma como as empresas utilizam as ferramentas de negócio electrónico também difere, segundo os sectores de actividade. Enquanto as empresas industriais, na área automóvel e electrónica, estão mais focadas na melhoria da sua eficiência em termos de cadeia de fornecimento de mercadorias; as companhias de serviços, mais orientadas aos clientes, usam o eBusiness para melhorarem as suas relações com os consumidores.



Em termos de dimensão, o estudo confirma também que, em geral, as maiores empresas estão mais avançadas no eBusiness do que as pequenas e médias empresas.



No site do estudo estão publicados alguns dos quadros de análise dos inquéritos, com avaliações cruzadas em termos de sectores e de localização regional, que podem ser descarregadas gratuitamente para os computadores dos interessados.



De acordo com informação do Cordis, a Comissão Europeia está igualmente a analisar os resultados deste estudo para melhor adequar as políticas futuras na área das ferramentas electrónicas de negócio. "As tecnologias de negócio electrónico são muito mais complexas do que o comércio electrónico e precisamos de entender o seu impacto sectorial e a forma como podem afectar as diferentes indústrias na Europa, afirmou Reinhard Büscher da Direcção Geral de Empresas da Comissão Europeia, citado pela mesma fonte.

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