O processo de investigação à Google arrasta-se há anos e surgiu quando a divisão da concorrência da Comissão Europeia decidiu investigar queixas apresentadas por algumas empresas, que acusavam a gigante da Internet de políticas que violavam a legislação europeia da concorrência. A manipulação de resultados de pesquisa, em favor de interesses comerciais, era uma das principais acusações.
A CE investigou e transmitiu as suas maiores preocupações à Google, que respondeu com um conjunto de propostas para alterar regras de funcionamento em alguns dos serviços que mantém online. A proposta não foi aceite pela CE, que a considerou fraca e sem capacidade para endereçar as questões identificadas. A Google apresentou então uma segunda proposta, que voltou a ser considerada inaceitável.
Já este ano, o comissário europeu da concorrência, Joaquin Almunia, fez saber que esperava uma nova proposta da Google nas próximas semanas, deixando claro que não era intenção da CE prolongar o caso para os próximos meses.
A Reuters escreve hoje que a empresa norte-americana terá já entregue uma nova proposta à CE, onde faz "concessões muito melhores" que as previstas nos pacotes anteriores. A mesma fonte indica que uma decisão europeia sobre o tema será por isso conhecida nos próximos dias ou semanas.
Recorde-se que a multa a que a Google pode ser sujeita, caso não entre em acordo com a CE e deixe o caso avançar para um processo de infração, pode ascender a 10% das receitas anuais da empresa.
Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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