Um ano depois do anúncio da intenção de fundir a Hewlett-Packard e a Compaq, a nova HP Portugal apresentou hoje aos jornalistas a sua nova estrutura consolidada. Depois de revelar resultados financeiros relativos a 2001 de mais de 430 milhões de euros, a empresa não tem expectativas de crescimento para este ano face à actual retracção do mercado.




Carlos Janicas, director-geral da empresa em Portugal, explica que a situação atípica do mercado, adicionada ao facto de ainda decorrer o processo de integração das duas companhias, torna mais difícil fazer projecções. Porém, mostra-se optimista quanto a uma retoma, afirmando que "a actual situação de mercado não é a mais brilhante, mas estou convencido que é pontual e que terá de arrancar nos próximos meses".



No âmbito do processo de conjugação das duas empresas a nível mundial, a HP Portugal está a seguir um calendário determinado globalmente. Depois de 4 de Setembro, data em que a intenção da HP e da Compaq foi anunciada, foram criados grupos mistos de trabalho para a fusão, mas só a partir de 7 de Maio - data da criação da nova empresa - começaram a ser implementadas as decisões até então tomadas. Em Portugal a partir de meados de Junho foram integradas as equipas das duas empresas num único escritório.



Em termos de reorganização dos recursos humanos, Carlos Janicas admite que em Portugal se segue o mesmo nível de despedimentos estimados na organização global. "Qualquer fusão tem como consequência áreas de duplicação de recursos", em Portugal agravadas por uma retracção económica superior à do resto dos países europeus, explica.



Depois de terem já sido dispensados os trabalhadores com contratos a prazo, através da não renovação, a HP Portugal tem ainda o processo de redução de funcionários em curso, prevendo chegar a acordo para a rescisão de vínculo com 10 a 12 por cento dos trabalhadores da empresa. A nível da Europa, Médio Oriente e África, na qual existem 36 subsidiárias da HP, serão despedidos ao todo 5.900 funcionários.



A nova HP Portugal, cuja companhia estará legalmente definida em Fevereiro de 2003, está organizada em 4 grandes áreas de negócio: grupo de sistemas pessoais, impressão e imagem, serviços e grupo de sistemas empresariais. Na facturação de 2001 a maior área de negócio foi a de microcomputadores com 40 por cento do total, seguindo-se a enterprise com 25 por cento, os serviços com 19 por cento e finalmente a impressão e imagem com 16 por cento.



Seguindo os roadmaps de produtos já definidos em termos globais, Manuel dos Santos, responsável pela área de sistemas pessoais, explicou que os produtos não vão ser descontinuadas, mantendo-se a marca da Compaq na linha de computadores pessoais e portáteis, enquanto que nas estações de trabalho e servidores todos os produtos estarão sob a marca HP.

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