A Huawei está no centro de um enorme turbilhão, tendo sido apanhada na já chamada “guerra tecnológica”, entre os Estados Unidos e a China. A fabricante é acusada pelo governo de Donald Trump de constituir perigo à segurança informática, tendo sido bloqueada nos Estados Unidos. Há ainda uma grande desconfiança dos governos da Austrália, Nova Zelândia e Japão que anunciaram o seu afastamento da corrida do 5G, com o Canadá e Reino Unido a debater se devem seguir a mesma política.

Mesmo apesar destas adversidades, a empresa chinesa continua de vento em pompa no que diz respeito a vendas, e este ano bateu recordes, vendendo mais de 200 milhões de smartphones. Mas ainda no que diz respeito a números, a Huawei é já considerada a fabricante de smartphones que mais rapidamente tem crescido, assumindo um aumento de 30% face a 2017, que havia vendido 153 milhões de equipamentos. E indo mais atrás, em 2010 havia vendido apenas 3 milhões de unidades.

Segundo os especialistas, a fabricante chinesa tem mesmo aumentado a sua quota do mercado. No início do ano, ultrapassou a Apple e no terceiro trimestre obteve 14,6% do competitivo mercado global, tendo pela frente apenas a Samsung, com 20,3%. As suas vendas nesse período cresceram um terço face ao ano anterior, contrariando mesmo o mercado total que havia decrescido 6%.

Mesmo apesar da sua posição fragilizada em mercados importantes, a Huawei continua a mostrar pulso de crescimento. Os mercados que mais contribuíram para o seu crescimento foram a Europa e a China, impulsionado pela venda dos modelos P20. Em Portugal, a fabricante chinesa já é líder do mercado de smartphones.

Os números vêm dar alento à empresa liderada por Ken Hu, que já veio a público desafiar os Estados Unidos e aliados a provarem que a Huawei está envolvida com o governo chinês nas manobras de espionagem e que seja uma ameaça à segurança. Mas ainda assim, o executivo deixa o recado que no último trimestre de 2019 poderá chegar à liderança do mercado global, tornando-se a fabricante número um.

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