Um grupo de 27 investigadores portugueses divulgaram ontem uma Carta Aberta à Comunidade Científica onde se apela à conservação do ritmo, esforço e empenhamento nacionais verificados nos últimos anos no desenvolvimento do sistema científico, de acordo com o noticiado pelo serviço online Público Última Hora, do Jornal Público.



Com o subtítulo "Contribuição da Ciência para o Desenvolvimento Baseado no Conhecimento e na Coesão Social", o documento menciona ainda que "a política científica e tecnológica prosseguida pelo Ministério da Ciência e da Tecnologia (...) teve consequências altamente positivas", defendendo-se a continuação dessa política pelo futuro Governo.



Ao que tudo indica, este grupo de investigadores alerta em particular para o perigo da "diluição da política científica e tecnológica" com alterações de rumo ou abrandamento no investimento o que, segundo defendem, teria resultados desastrosos.



Os responsáveis pela carta demonstram ainda o seu receio quanto a uma eventual diminuição de autonomia do actual Ministério da Ciência e da Tecnologia com a entrada do novo Governo e, consequentemente, a geral redução da intervenção do Estado na matéria.



"Os valores de crescimento dos indicadores de desenvolvimento científico português, como o do número de doutorados em ciência e tecnologia (12 por cento ao
ano) e o da produção científica (16 por cento ao ano), são os mais altos da Europa", pode ler-se na Carta, segundo o Última Hora. "Este crescimento da produção científica tem um valor especial, não só porque é mais do quíntuplo da média da UE e mais do dobro do país em segundo lugar, como revela um significativo crescimento da produtividade científica nacional."



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