A Portugal Telecom terminou o primeiro trimestre do ano com um lucro de 129,7 milhões de euros, num crescimento de 29,3 por cento face ao mesmo período do ano passado, tirando partido da consolidação da Oi (onde adquiriu uma participação de 25,3 por cento) e da Contax (onde adquiriu 14,1 por cento), aquisições realizadas no Brasil durante o ano passado.



O aumento do IVA e o contexto económico empurraram as receitas da operadora para terreno negativo, numa queda de 3,9 por cento para os 871 milhões de euros que traduz as perdas de receitas no mercado móvel e no mercado fixo. O EBITDA fixou-se nos 357 milhões de euros, recuando 5,2 por cento.



No negócio móvel as receitas da TMN caíram 12,4 por cento para os 303 milhões de euros, ainda que o número de clientes da operadora tenha aumentado 2,1 por cento para os 7,4 milhões, graças sobretudo aos novos utilizadores dos serviços de banda larga móvel. O volume de negócios associado à prestação de serviços também caiu: 12,2 por cento, bem como o EBITDA, que recuou 12,2 por cento para os 144 milhões de euros.



No comunicado enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários a Portugal Telecom explica que o Capex (investimento) também recuou no período - 19,3 por cento para 19 milhões de euros - devido ao foco da empresa no período em análise na rentabilidade e ao impacto de alguns factores.



"A diminuição no capex da TMN é explicada, principalmente, pelo forte enfoque na geração de cash flow e na rentabilidade, pelas sinergias da integração fixo-móvel e pela gestão dos negócios em Portugal por segmentos de clientes. O capex da TMN continuou a ser dirigido, principalmente, para a expansão da capacidade e da cobertura de rede, nomeadamente nas principais cidades e nas principais auto-estradas."



Vale a pena sublinhar que em termos globais o investimento de capital do grupo caiu nos três primeiros meses do ano 25 por cento, para os 122 milhões de euros e conforme explica a PT em comunicado esteve alocado à "implementacâo de novas tecnologias e serviços, nomeadamente para a rede de fibra óptica, para o serviço de TV por subscricão e para os investimentos em tecnologias 3G e 3,5G".



No negócio fixo as receitas de operação da PT caíram 6,6 por cento para os 456,2 milhões de euros. Negativamente para os resultados contribuíram a diminuição de ritmo de alguns projectos estruturais, à diminuição das receitas de dados e das soluções empresariais.

Apenas o retalho teve desempenho positivo no contexto da operação fixa. O Meo assegurou o principal contributo, ao aumentar o número de clientes do serviço de TV por subscrição para 876 mil no período, com 46 mil novas adesões. A receita média mensal por cliente também (3,4 por cento). As adições fixas de clientes de banda larga fixa associados ao serviço também aumentaram em 18 mil, fazendo crescer a base de clientes de banda larga fixa em 13,2 por cento, o correspondente a pouco mais de um milhão de clientes.

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