Entre um total de 171 instituições listadas em Janeiro de 2002 no Departamento do Ensino Superior do Ministério da Educação em Portugal, 31 (ou 18 por cento) ainda não marca presença na Internet e, destas, 61 por cento correspondem a instituições dedicadas exclusivamente à área da saúde, indica um estudo realizado na Faculdade de Ciência e Tecnologia, da Universidade Fernando Pessoa, Porto, com o objectivo de avaliar a presença e a qualidade das instituições portuguesas de ensino superior na Internet.



Efectuado entre Janeiro e Junho de 2002, o estudo da Universidade Fernando Pessoa indica também que a maioria das instituições presentes na Internet (71%) deveria melhorar os seus sites para que os mesmos atinjam o patamar de qualidade Razoável. Num máximo de 36 pontos, a classificação média (ponderada) obtida foi 14,70.



Para o mau resultado observado parece ter contribuído sobretudo o fraco desempenho dos sites das instituições da categoria Outros Privados, as instituições particulares que não têm estatuto de universidade, às quais correspondem 74 por cento das avaliações negativas atribuídas pela Faculdade de Ciência e Tecnologia do Porto.



As médias do Politécnico Público (17,86), das Universidades Privadas (17,31) e do Universitário Público (16,91), primeiros, segundos e terceiros classificados, respectivamente, andam muito próximas da positiva. O Militar e Policial é o quarto classificado, com uma média de 15,75, e a categoria Outros Privados é o quinto e último classificado, com uma média de 12,99.



Dos sites observados, apenas oito foram avaliados com classificações de Bom ou de Muito Bom. O Instituto Superior Politécnico de Viseu lidera a lista dos oito melhores, com um Muito Bom (30), seguindo-se com Bom o Instituto Superior Politécnico de Beja (26,5), o Instituto Superior Politécnico de Bragança (24), a Universidade do Porto (24), a Universidade Técnica de Lisboa (24), a Universidade Fernando Pessoa (23), o Instituto Superior Politécnico de Castelo Branco (22,5) e o Instituto Superior da Maia (22,5).



Tomando em conta a avaliação de dez parâmetros de qualidade os responsáveis pelo estudo concluem que a maioria dos Web sites (70%) não apresenta referências a datas da última actualização dos seus conteúdos. Dos que têm indicação de datas, apenas 17 por cento fazem actualizações regularmente, ou seja, entre 0 e 15 dias, inclusive.



Somente 19 por cento dos espaços Internet das instituições de ensino superior portuguesas apresentam os seus conteúdos noutros idiomas, para além do português. Nesses casos o inglês é sempre a alternativa.



Nove por cento não disponibilizam um endereço de email ou link que possibilite o contacto electrónico com as instituições representadas pelos sites em questão, enquanto 74 por cento não informam os utilizadores da data da última actualização e 42 por cento não indicam a entidade que detém os seus direitos de autor e/ou da sua concepção. Mais de 20 por cento não indicam um endereço físico que permita e contacto tradicional com as instituições que os sites representam.



Das conclusões retiradas do estudo, a Faculdade de Ciência e Tecnologia refere ainda que são pouquíssimos os sites que fazem uso de meta-informação. Apenas 14 por cento apresentam palavras-chave e 11 por cento descrições dos sites. O título recebe mais atenção, mas de qualquer modo só está presente, ou é descritivo da instituição em causa, em 61 por cento das situações.



A taxa de referenciação em motores de busca, quando se fazem pesquisas pelo nome das instituições representadas pelos sites, é 76 por cento.



Excluídos os endereços de email ou os formulários para pedidos de informação, presentes em 89 por cento dos casos, a maioria dos sites não apresenta muitas possibilidades de interacção. Os formulários de inscrição electrónica em cursos e eventos estão presentes somente em 13 por cento dos casos. E os fóruns por mailing-list, chat ou newsletter marcam presença em somente seis por cento dos sites.



Na maioria dos casos enunciados atrás, as possibilidades são puramente fictícias, ou seja não há efectividade de interacção. Após ter-se testado a sua efectividade pela colocação de uma pergunta em todos os Web sites, não se obteve resposta em 64 por cento dos casos.



As facilidades de navegação são características pouco presentes nestes sites. Assim, 20 por cento possuem motor de pesquisa interna, 21 por cento disponibilizam mapa do site, 2 por cento têm página de ajuda e 6 por cento possuem página de FAQs.



O último dos parâmetros avaliado diz respeito ao tempo de carregamento dos sites e o mesmo indica que os sítios Internet das instituições portuguesas de ensino superior demoram, em média, 15 segundos a carregar totalmente.



Notícias Relacionadas:

2002-02-28 - Avaliação dos sites do Estado aponta falhas na acessibilidade a cidadãos com necessidades especiais

2001-02-09 - Sites portugueses continuam lentos

Não perca as principais novidades do mundo da tecnologia!

Subscreva a newsletter do SAPO Tek.

As novidades de todos os gadgets, jogos e aplicações!

Ative as notificações do SAPO Tek.

Newton, se pudesse, seguiria.

Siga o SAPO Tek nas redes sociais. Use a #SAPOtek nas suas publicações.