A Microsoft pediu na sexta-feira à juíza responsável pelo caso antitrust, Colleen Kollar-Kotelly, mais algum tempo para reunir todos os dados exigidos pelos nove Estados norte-americanos que ainda não assinaram o acordo, e ainda uma lista das penalizações a que estará sujeita a empresa caso não cumpra as leis da concorrência – um pedido já efectuado no início deste ano, mas na altura negado. O tribunal ordenou aos Estados uma tomada de decisão, em relação ao pedido de adiamento, até 31 de Dezembro.



De acordo com informações disponibilizadas pela agência de notícias Associated Press, a Microsoft apelidou as exigências documentais dos Estados de monumentais, estimando que terão de pesquisar por entre 3,5 milhões de documentos para conseguirem encontrar os que se aplicam a este caso em particular.



Num documento dirigido ao tribunal, a gigante do software afirma que os Estados em questão pedem sanções muito mais duras que as acordadas entre a empresa e o governo federal. A Microsoft declara ainda que a fase da responsabilização legal se centrou na compatibilidade dos sistemas operativos de PC da Intel e software de pesquisa na Internet, mas que os Estados não acordantes pedem dados sobre os produtos e serviços, que abrange desde os sistemas operativos de servidor às aplicações de servidor, aos programas utilizados em dispositivos móveis e às novas iniciativas da Microsoft .NET que se relacionam com os serviços de Internet XML.



A empresa de Bill Gates tem vindo a ser fortemente criticada pela atitude assumida em relação a este processo. Na opinião do procurador geral do Iowa, Tom Miller, que defende os interesses dos Estados e quer ver este processo resolvido rapidamente, a Microsoft é perita em adiamentos. Todavia, a empresa defende-se afirmando que qualquer atraso será da responsabilidade dos Estados que se negam a assinar o acordo.



Para a Microsoft, a lista de testemunhas apresentada pelos Estados são prova das intenções penalizantes destes, já que incluem vários concorrentes como a AOL Time Warner, a Novell, a Sun Microsystems, a Oracle, e executivos da Liberate Technologies e Red Hat que testemunharam recentemente para o Senado no acordo federal.



O excesso de testemunhas chamadas a prestar declarações é outro aspecto para o qual os advogados da Microsoft chamam atenção, "não fazemos ideia sobre que assunto irá falar Larry Pearson da SBC Communications, o gestor de design de produtos de uma empresa de telefones", afirmam. De salientar que numa fase anterior do caso, as partes envolvidas podiam apenas apresentar um total de 12 testemunhas cada. Resta-nos esperar pelo fim do ano para saber se o caso avança já em Março, ou se vamos ter que esperar até Agosto.



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