Em julho de 2010 a Portugal Telecom anunciava ter chegado a acordo com a Telefónica para a venda da posição detida da Vivo (controlada em partes iguais pelas duas empresas). A operadora espanhola pagava 7,5 mil milhões para ficar a mandar sozinha na Vivo. A PT usava parte do dinheiro para investir na Oi, outra operadora brasileira que acabaria por vir a controlar a empresa e a vendê-la à Altice

 

Este segundo investimento foi a forma de controlar o veto do Estado à operação PT/Telefónica, relativa à Vivo. O executivo, na altura liderado por José Sócrates, usou a golden share para chumbar o negócio e alegar interesse estratégico na presença de Portugal no Brasil.

O jornal Público revel hoje os resultados de uma investigação que apontam para uma complexa teia de influência política que se movimentou na sombra para garantir que a PT vendia a posição na Vivo, garantindo uma alternativa que lhe permitisse continuar no Brasil.

A "solução Oi" foi conseguida em tempo recorde, segundo o diário, graças a movimentações ao mais alto nível, e todo o negócio (da entrada da PT na Oi) terá movimentado verbas extra de 200 milhões de euros que serviram para distribuir benefícios financeiros por políticos e gestores.

O jornal questionou o MP sobre o tema e os valores que podem ter estado envolvidos na preparação do negócio que levou a PT a comprar 23% da Oi e esta a passar a deter 10% do capital da PT mas obteve poucos detalhes. Ainda assim teve a confirmação de que os factos estão a ser investigados: "as investigações relacionadas com os temas abordados no email encontram-se em segredo de justiça."

Na teia de influências que terão ajudado a preparar a alternativa Oi destacam-se, segundo o Público, José Dirceu que chegou a ser chefe da Casa Civil de Lula da Silva e que foi também um dos protagonistas do caso Mensalão e volta agora estar no centro da operação Lava Jato.

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