O Barómetro faz uma análise ao mercado português de Tecnologias da Informação e revela tendências para este ano, assim como das perspetivas de carreira e dos níveis de remuneração numa área onde o desemprego é próximo do zero e onde existe falta de profissionais qualificados. As áreas de Consultoria (26,9%), Banca/Seguros (17,1%) e Indústria (16,4%) são as que mais procuram profissionais especializados em Tecnologias da Informação.

A consultora mostra no estudo que no processo de recrutamento os candidatos a um cargo na área das TI valorizam a oferta salarial, a definição e responsabilidades das funções e evolução na carreira, mais do que o acesso a formação e desenvolvimento de competências ou a dimensão e imagem da empresa.

Segundo o inquérito realizado, 90,5% dos inquiridos mostraram estar disponíveis para mudar de localização no âmbito de um novo projeto, e 52,4% aceitaria emigrar, o que reforça a ideia de mobilidade que tem vindo a ser sublinhada nesta área, e que acaba por ser essencial para as empresas.

“A mobilidade passou a ser um requisito em vez de uma ambição profissional [...] a crise impulsionou as empresas nacionais a procurarem novos mercados e o impacto desse desafio está a verificar-se no crescimento da necessidade e procura de profissionais com experiência internacional.”, explica Inês Correia, Consultora da Michael Page Information Technology no Porto.

O nível de confiança foi ainda medido no inquérito, com 87% dos profissionais a mostrarem-se confiantes na evolução positiva do mercado e 61,7% a revelarem estar profissionalmente motivados.

A evolução da carreira está porém na mira dos profissionais, que mostram interesse em desempenhar funções nas áreas de Consultoria (46,5%), Internet/Digital (34,9%), Indústria (34,5%) e Banca/Seguros (31,3%).

 A Michae Page faz ainda no Barómetro de TI uma contabilização dos níveis salariais dos inquiridos. 44,7% auferem entre 35 e 55 mil euros brutos por ano e 25,8% recebem mais de 55 mil Euros.  

A capacidade de reter os melhores profissionais é apresentada como um desafio para as empresas já que as necessidades estão a aumentar e a oferta não acompanha o ritmo. Há ainda a ter em conta o facto da procura internacional levar à saída de muitos recursos. “Os nossos engenheiros de IT são muitíssimo bons e cada vez mais considerados no mundo todo”, explica Tomás Moniz, Human Resources Manager do Porto Tech Center da Africa Internet Group.

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