O surto de Coronavírus está a levar várias gigantes tecnológicas a desmarcar os seus compromissos na edição de 2020 do Mobile World Congress. Às ausências de peso confirmadas nos últimos dias, as quais incluem a LG, a Ericsson, a Nvidia, a Amazon e a Sony, juntam-se agora a Intel, a Vivo e a NTT DoCoMo.

As “desistências” poderão colocar em risco a realização do MWC 2020 e a pressão para a GSMA tomar uma decisão em relação ao rumo da feira tecnológica está a aumentar. Segundo a imprensa espanhola, a organização do evento terá convocado uma reunião de urgência do conselho para o próximo dia 14 de fevereiro, a qual poderá vir a ser antecipada. O governo regional da Catalunha, a Generalitat, está também a trabalhar em colaboração com a GMSA.

A Intel é a terceira empresa norte-americana a cancelar a sua participação na feira tecnológica em Barcelona. “A segurança e bem-estar de todos os colaboradores e parceiros é a nossa prioridade e, por esse motivo, decidimos não estar presentes no Mobile World Congress deste ano”, avança a gigante tecnológica em comunicado à imprensa internacional.

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À semelhança da fabricante norte-americana, a Vivo indica que a sua decisão se relaciona com o assegurar da segurança dos seus colaboradores e do público. A empresa chinesa planeava revelar o seu novo smartphone Apex 2020 a 23 de fevereiro no MWC. No entanto, a Vivo esclarece em comunicado à imprensa que adiará a apresentação do equipamento e dará a conhecer os seus planos em breve.

A NTT DoCoMo, a operadora de telecomunicações japonesa, esclarece em comunicado que também vai cancelar a sua participação no MWC 2020 de forma a garantir a segurança e bem-estar dos seus cilentes, parceiros e funcionários. Para já, a empresa japonesa não avança se o seu CEO, Kazuhiro Yoshizawa, continuará a ser um dos membros do painel de oradores.

As preocupações com o surto de Coronavírus levaram também empresas como a Samsung a reduzir a sua presença na feira e ainda tecnológicas como a ZTE e, mais recentemente a TCL a cancelar as conferências de imprensa que tinham previstas no MWC 2020. Para já, as três fabricantes mantêm a sua decisão de expor e participar no evento organizado pela GSMA.

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Recorde-se que a GMSA já reagiu à recente vaga de cancelamentos. Num comunicado lançado a 9 de fevereiro, a associação esclareceu que a feira tecnológica vai continuar como previsto, embora o Coronavírus esteja a provocar alguma disrupção no que toca ao número de empresas participantes.

A GSMA anunciou que está a tomar ainda mais precauções além do conjunto de medidas de prevenção anteriormente anunciado. A entrada de participantes vindos da província de Hubei no evento não é permitida. A decisão poderá ter impacto no que toca à participação de empresas como a Lenovo, a Xiaomi, a Siemens ou a Schneider Electric, as quais têm representação na região chinesa. Até à data, as organizações ainda não indicaram que rumo é que vão tomar. A GSMA indicou que todos os indivíduos que estiveram na China terão de apresentar provas de como saíram do país, pelo menos, 14 dias antes do evento.

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