Mesmo entrando no mercado português de forma directa só em Abril, e lançando os seus produtos chave em Maio (a Wii) e em Junho (a Nintendo DSi), a Nintendo conseguiu resultados de vendas acima da média, num ano em que também os valores globais do mercado português superaram os europeus.

"2009 foi um ano surpreendente para muita gente, mesmo para nós que entramos no mercado em Abril e só tivemos a linha completa de produtos em Junho", explica Rafael Martinez, director geral da Nintendo Ibérica.

Segundo os números da GfK, o mercado de videojogos em Portugal (hardware e software) valeu 183,83 milhões de euros em 2009, num crescimento de 17,6% face a 2008 que fica acima dos valores registados na Europa.

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Do lado da Nintendo os números são também muito positivos. As vendas da Wii cresceram 144% para os 26,13 milhões de euros, enquanto as da Nintendo DS (a consola portátil) se elevaram a 20,8 milhões de euros, numa subida de 41%.

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A empresa estima que a quota de mercado da Wii era de 30,2% no final de Dezembro de 2009, depois de mais do que duplicar o valor atingido no período homólogo, mas não roubando quota significativa ao principal concorrente (a Sony com a PlayStation) detinha 39,2%, baixando pouco mais de 1% desde 2008.

Para 2010, e apesar do lançamento de vários produtos críticos para a empresa, como a Nintendo DS XL, que começa a ser vendida amanhã a 180 euros, a empresa não espera manter as taxas de crescimento registadas este ano. "Esperamos continuar a crescer, mas não ao mesmo ritmo. [...] Se conseguirmos crescer metade do que crescemos em 2009 será muito bom", admitiu Rafael Martinez em resposta ao TeK.

O aspecto social dos jogos e a atracção de novos utilizadores para este mercado continuará a ser uma aposta forte da empresa que conseguiu diferenciar-se da Sony e da Microsoft com jogos mais "familiares" e a oferta de zonas de segurança e conteúdos educativos.

Mas a falha na oferta de mais jogos localizados para português continuará a fazer-se sentir nos próximos meses. O director geral da Nintendo Ibérica admitiu que embora a localização do software seja critica e confirmando que "o assunto está em cima da mesa", não sabe quando essa possibilidade poderá concretizar-se porque não depende só da subsidiária ibérica.

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