Termina hoje à meia noite o prazo estabelecido pela Oracle para a sua mais recente oferta aos accionistas da PeopleSoft, depois do conselho de administração da empresa ter mais um vez recusado a proposta, no passado dia 10 de Novembro, que oferecia 24 dólares por acção pela compra da concorrente.



Numa carta enviada aos accionistas a Oracle lembra que esta é a sua última oferta e que representa um prémio de 60 por cento, face ao valor de mercado da PeopleSoft, à data da primeira proposta de aquisição da totalidade do capital, para além de ter sido estabelecida com base no preço de fecho mais alto das últimas 52 semanas.



Este argumento é desvalorizado pela administração da PeopleSoft, que aliás se baseou no preço da oferta para recusa-la, considerando-a baixa face às previsões de resultados da empresa para o corrente e próximo ano fiscal.



A Oracle explica que caso não consiga obter uma maioria do capital circulante da PeopleSoft (estabelecendo como mínimo 188 milhões de acções) retira a sua oferta. Pelo contrário, se ultrapassar o valor definido usará os meios legais à sua disposição para retirar as condições estabelecidas pela administração da PeopleSoft, assim como todas as medidas legais interpostas pela administração para se proteger da oferta hostil.



Durante o dia de ontem foram confirmadas algumas posições dos grandes accionistas como é o caso do California Public Employees Retirement System, que confirmou ter oferecido as suas 1,5 milhões de acções à Oracle, num movimento que se espera influencie outros accionistas, tendo em conta que este é um dos maiores fundos de pensões americanos.



Por outro lado, o maior accionista da companhia o Private Capital Management LP já fez saber que não pretende alienar os seus 9,3 por cento.



Ainda assim, membros de ambas as companhias admitem que 50 por cento dos accionistas da PeopleSoft possam oferecer as suas acções à Oracle, até como forma de pressão junto da administração para que esta se veja obrigada a negociar um acordo amigável mais favorável.



De qualquer forma esta percentagem não será suficiente, por si só, para resolver o diferendo, tendo em conta as medidas legais de protecção à compra hostil que a administração da PeopleSoft tem no terreno. Caso as estimativas se concretizem a Oracle terá por isso, mais uma vez, de regressar a tribunal.



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