O SAP Business Forum reuniu ontem, no Centro de Congressos do Estoril, cerca de 800 pessoas, mais 300 do que no ano passado, numa adesão que acabou por superar expectativas, segundo indicou ao TeK João Paulo Silva, director de marketing da SAP Portugal. "Tivemos um problema de overbooking enorme que nos obrigou a cessar as inscrições", revelou o responsável, acrescentando que as previsões - considerando os cerca de 1.400 pedidos de inscrição e a taxa de afluência que depois se concretiza - apontavam para a presença de 700 pessoas.




Mas não foi só a maior afluência que diferenciou a oitava edição do SAP Business Forum da anterior. A "qualidade" da assistência também tem vindo a melhorar, segundo João Paulo Silva, com as empresas a fazerem-se representar por quadros hierárquicos de cada vez maior responsabilidade.




A par do interesse mostrado pelo tecido empresarial português de média e grande dimensão, o evento ficou igualmente marcado por uma aposta da SAP em apresentar à mesa de discussão "painéis de luxo". "Os convidados trouxeram um grande valor acrescentado ao SAP Business Forum. Foi uma aposta diferente da do ano passado que me parece ter resultado muito bem", referiu o director de marketing da SAP Portugal.




A edição 2005 do SAP Business Forum decorreu sob o mote "Experiência, Visão e Inovação" e ao longo do dia de ontem, a fabricante quis promover um espaço de debate, onde parceiros, cliente e futuros clientes pudessem trocar experiências e apresentar as suas visões de futuro.




Para João Paulo Silva, o evento deste ano deixou algumas mensagens importantes. A primeira, a de que a inovação empresarial deve ser relevante, com um foco muito grande daquilo que se pretende como resultado final. Neste objectivo, os sistemas de informação tornam-se essenciais, apresentando-se como "a estrutura que dá rigor à inovação".




Num pequeno inquérito realizado por SMS, os gestores portugueses mostraram igualmente a sua opinião acerca dos aspectos que poderão condicionar os seus negócios nos próximos cinco anos, tal como havia inquirido a Economist Intelligence Unit num estudo cujos resultados foram apresentados ao longo do Sap Business Forum (ver Notícias Relacionadas).



Os empresários portugueses consideraram importante ser ágil e rápido na adaptação às mudanças do mercado e dos processos, mais do que lançar novos produtos. "Creio que as pessoas responderam correctamente porque a médio prazo vai importar ser ágil o suficiente para responder ao que se passa no mercado de forma rápida. Acho que estamos preocupados com as questões correctas, só falta começar a executar".



Planos SAP a curto prazo

A estratégia da alemã em Portugal este ano segue em linha com o que vinha sendo desenvolvido, nomeadamente a aposta na área da administração pública, denotando contudo um maior esforço de investimento na banca e nos seguros "numa altura em que se começa a observar uma tendência para o sector financeiro 'externalizar' alguns processos", justificou João Paulo Silva. Neste sentido, a SAP Portugal criou muito recentemente uma unidade autónoma para o suporte exclusivo a este sector.



As PMEs continuam igualmente a ser um negócio importante para a SAP Portugal, representando à altura cerca de 10 por cento da facturação na área do software. O objectivo é que este negócio cresça de forma gradual nos próximos anos. "Estamos inclusive a reformular a nossa estrutura para nos tornarmos ainda mais agressivos naquilo que vendemos de forma indirecta", salientou João Paulo Silva.



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