A edição deste ano do Oracle OpenWorld promete muitas novidades e as primeiras já foram avançadas por Larry Ellison, esta segunda-feira à noite, na sessão oficial de abertura do evento que decorre em São Francisco, EUA, até dia 19 de setembro.

O chairman e CTO da Oracle começou por anunciar o “primeiro sistema operativo autónomo do mundo”: o Oracle Autonomous Linux. Com ele a promessa é a de oferecer serviços otimizados na nuvem operados sem intervenção humana, a fim de evitar erros humanos e fugas de informação. “Eliminar o erro humano é a única forma de prevenir o roubo de dados”, afirmou. “Essa é a maior vantagem económica do sistema operativo que lançamos hoje”.

Desenvolvido "para desempenho extremo, alta confiabilidade, segurança e autonomia", a chegada deste sistema é mais um passo num dos derradeiros objetivos da empresa: desenvolver "a primeira nuvem completa e verdadeiramente autónoma". De acordo com o anunciado, o Oracle Autonomous Linux será gratuito para clientes da infraestrutura Cloud da gigante tecnológica.

Larry Ellison também fez questão de destacar as qualidades da “coqueluche” da empresa, a Autonomous Database, anunciando a integração de uma série de funções que prometem facilitar, agilizar e proteger as cargas de trabalho críticas dos clientes, tanto na nuvem como on-premise.

Há também novidades na ampliação do portfólio Exadata, com a disponibilidade da Gen 2 Exadata Cloud at Customer e da máquina de base de dados Oracle Exadata X8M.

Ellison sublinhou que a Oracle continua a melhorar a sua tecnologia autónoma e a apostar uma estratégia aberta, permitindo que os clientes escolham o "sabor" e o seu próprio caminho para a nuvem. Neste contexto fez anúncios como o suporte a VMware e a colaboração com a Microsoft.

Com o anúncio do Oracle Cloud Free Tier  promete-se acesso “grátis”, por tempo ilimitado, à nuvem da Oracle para estudantes e educadores, programadores e empresas de todas as dimensões, com a possibilidade de explorar todas as funcionalidades da base de dados autónoma e da infraestrutura cloud da Oracle. “Para sempre gratuito: desde que continuem a usá-lo, vai estar lá. Não vai expirar, não vai desaparecer”, garantiu Larry Ellison.

O cofundador e responsável de tecnologia da Oracle não abandonou o palco do Moscone Center sem mencionar alguns dados que mostram que a empresa continua no bom caminho. “Estamos a ficar maiores. Temos cerca de 40 mil clientes na nuvem hoje, clientes que usam quantidades significativas de armazenamento ou que correm aplicações importantes, em 16 regiões do mundo. Daqui a um ano, quando nos encontrarmos novamente [no Oracle OpenWorld], teremos 35”, afirmou. “Esperamos adicionar mais de 1.000 novos clientes à nossa base de dados autónoma apenas durante este trimestre”, acrescentou Larry Ellison.

“Temos vindo a adicionar serviços e a lista vai crescer nos próximos 12 meses de forma extraordinária. Estamos a caminhar em direção ao nosso derradeiro objetivo de ter uma cloud completamente autónoma: sem servidores e 'elástica', com todos os benefícios além da autonomia que prometemos quando anunciámos a primeira geração”.

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